Comentário sobre a notícia "Sanção do Estatuto mutilado racha base negra do Governo".
Prezado Dojival , embora a CONEN esteja neste momento solicitando também a audiencia com o Presidente Lula , encaminho este documento para o conhecimento de todos os leitores do Afropress , esperando que permaneça um pouco mais de tempo na Página Palavra do Leitor , para que muitos negros e negras tenham esta informação.. A resposta da Presidencia , a qual também temos documento foi de que diálogássemos com a SEPPIR.. Extrpolou , pois é um diálogo inócuo com SURDOS e CEGOS Políticos .. -Mensagem original----- De: quilombosdosul [mailto:quilombosdosul@bol.com.br] Enviada em: sexta-feira, 25 de junho de 2010 13:00 Para: gabinete@planalto.gov.br; gilberto.carvalho@planalto.gov.br; gilberto.carvalho@gmail.com; presidencia@planalto.gov.br Assunto: Diálogo com Presidente BRASIL, 25 DE JUNHO DE 2010 Prezado Companheiro e Exelentissimo Presidente Luis Inácio Lula da Silva, A aprovação do estatuto da Igualdade Racial por acôrdo do DEM, da Seppir e de forças minoritários do MN brasileiro, deixou um saldo negativo e um sentimento de derrota na maioria da militancia e entidades negras. Este sentimento trouxe para a cena, uma mobilização pelo NÃO SANCIONAMENTO do "ESTATUTO" pelo presidente Lula. Porém depois de uma lista com mais de 300 assinaturas, 178 entidades negras e populares pedindo a retirada o estatuto do senado, observa-se agora, que o sentimento de repudio ao documento aumentou, arrastando muito mais setores, até parlamentares, inclusive do proprio PT em destaque o Mandato do Dep. Federal Luis Alberto do PT da Bahia. Que assinou e defendeu nosso documento junto ao Senado no dia da votação do Estatuto. A escalada de ataques as conquistas da população negra começou com as ADI contrarias as cotas, depois, com o uso do mesmo instrumento no STF, contraria a atual regulamentação ds terras quilombolas, por iniciativa dos ruralistas do DEM e do PMDB. A aprovação do estatuto excluiu as cotas (serviço publico, universidades e candidaturas nos partidos politicos); provocou um retrocesso em todas as reivindicações e conquistas do MN brasileiro nos ultimos 50 anos, com a descaracterização da nossa africanidade, da nossa herança negra, de responsabilização do escravismo como crime de lesa humanidade, e até de auto-reconhecimento da nossa negritude, com o proposito de apagar com um passe de mágica, 500 anos de historia nacional, e a participação de negras e negros. A maior agressão sob o mando ou a conivencia dos estados, tem sido o genocidio perpretrado contra a juventude negra, pelas policias militares estaduais em todo o Brasil, em governos de todos os partidos. Em seguida, foram as ações orquestradas pelos acadêmicos e a midia burguesa, para legitimar estes crimes, e tentar recolocar s negros naquilo que eles julgam ser nosso lugar, longe das boas escolas, das universidades publicas, dos bons empregos, da representão politica, fora do poder. Estes foram os principais articuladores das ações que constroem agora, os politicos mais reacionários e o judiciário comprometido com as elites brancas dirigentes do pais. Os ataques as cotas, as terras quilombolas, a não implementação da lei 10.639, e o assassinato genocida dos jovens negros, respondem a uma necessidade das elites politicas e econômicas do pais, que jamais reconheceram ser o seu acumulo patrimonial fruto da expropriação de negras e negros durante o escravismo, e depois pelo racismo das relações estruturais de dominação do Projeto Politico de nação e da sociedade brasileira. Estas elites, contrarias a qualquer avanço democratico, querem o controle politico e a direção de todas as atividades rentaveis e lucrativas, não se preocupando com os demais 190 milhoes de brasileiros. Não investem em desenvolvimento, na criação de empregos, em educação integral para a juventude, em saude de qualidade, no bem estar dos brasileiros, em moradia, lazer e esporte, São contrarios aos indigenas, aos negros e aos trabalhadores, a lei da greve, a reforma agraria, aos quilombolas, a preservação da natureza. Jogam pesado contra a moralidade do dinheiro publico, praticam todo o tipo de desmando e corrupção com o dinheiro do contribuinte, a ponto de inflacionar os custos de uma candidatura a deputado, antes possivel a qualquer liderança, de qualquer seguimento, impraticável agora por custar 4, 5 milhões de reais. Se não fosse para alimentar a corrupção, o dinheiro desviado no superfaturamento das obras, poderia beneficiar mais obras de interesse popular e um numero maior de cidadãos, mas é desviado para as contas pessoais desses atores e das campanhas partidárias. Para essa luta conclamamos a participar os trabalhadores, os desempregados, os negros, os pobres, os indigenas, os sem terra, os sem tetos, os oprimidos em geral, bem como as verdadeiras esquerdas e os democratas que desejam mudanças e avanços das conquistas para nosso povo. É por essa razões que os quilombolas e o Movimento Negro, junta-se ao movimento popular e sindical, convocando uma AsseASSEMBLEIA NACIONAL DE LUTADORES, em Brasilia, no proximo dia 30/06, para exigir do presidente a não sanção do Estuto da Igualdade odiado, ao memo tempo em que centra com força total a mobilização para barrar a ADI - Ação Direta de Inconstitucionalidade, em relação á unica conquista Reparatoria de fato - a titulação das terras quilombolas. Esta atividade ocorrerá na proxima quarta feira, dia 30/06, com concentração em frente ao STF às 10:00hs; e das 14:00hs as 19:00,00 no Auditorio Nereu Ramos, no Congresso Nacional, Assembléia Negra e Popular e da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas . Para o qual fazemos um amplo chamado a militancia quilombola, negra e social solidária. Nesse sentido buscamos um diálogo com a Presidência da República e a Casa Civil para possamos chegar ao um entendimento a partir da lógica do que clama hoje os mais importantes setores do Movimento Negro Organizado e do Movimento Social Brasileiro e que defendem o CONNEB – Congresso Nacional de Negros e Negras do Brasil para construção de um Projeto Polítco e de Reparação para o Povo Negro. Antecipadamente nossas fraternais saudações e agradecimentos. Atenciosamente Damião Braga – Coordenador da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas – CONAQ Email – damiaobraga@gmail.com Fone 021 97018905 Reginaldo Bispo-Coordenador Nacional de Organização do MNU. Email: bispo.mnu@gmail.com. Fone 19-9712-6666. Elder Mahin – Coordenador Fórum Nacional de Juventude Negra – FOJUNE Email – elderresistencia@hotmail.com Fone 071 87640345 Marcos Rezende – Coordenador do Coletivo de Entidades Negras – CEN Email – marcosrezende100@gmail.com Fone - 071 92676383 Onir Araujo – Comissão de Articulação e Mobilização da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas e MNU Email – oniraraujo@yahoo.com.br Fone 051 - 81736942 Consuelo Gonçalves – Comissão de Articulação e Mobilização da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas e MNU Email – quilombosdosul@bol.com.br Fone – 071 99620313 07133346170
De: Consuelo Gonçalves - Comissão de Articulação da Frente Nacional em Defesa dos Terriórios Quilombolas
Email: quilombosdosul@bol.com.br
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