palavra do leitor

Comentário sobre a notícia "Sanção do Estatuto mutilado racha base negra do Governo".

Senhor Dojival, na qualidade de leitor deste veículo de comunicação. Encaminho o meu ponto de vista, sobre a chancela do presidente Lula ao Estatuto. Por isso, apresento a Carta ao companheiro Presidente: “Pra não dizer que não falei das flores - Pelos campos a fome em grandes plantações. Pelas ruas marchando indecisos cordões. Ainda fazem da flor seu mais forte refrão. E acreditam nas flores vencendo o canhão”. (Geraldo Vandré). Na medida em que se materializar a informação repassada pelo Ministro Elói Ferreira, de que já foi tomada a decisão pelo Excelentíssimo Senhor Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em chancelar o Estatuto da Igualdade Racial do jeito que se encontra. Diante do fato, só me resta decodificar o diálogo de surdos feito entre nós. Buscando fazer valer um Estado Democrático de Direito, que ajudamos a elaborar, e a aprovação na Constituição Cidadã em 88. Participamos também do Plebiscito sobre a forma e o sistema de Governo do Brasil em 93, coordenamos Marcha Zumbi dos Palmares, e defendemos Criação da Secretaria Nacional de Combate ao Racismo em 95, apoiamos Criação da SEPPIR, ajudamos a elaborar a LEI 10639, e, apoiamos a indicação do Ministro Joaquim Barbosa para STF em 2003, essas ações têm a marca do protagonista Luiz Inácio Lula da Silva, que sempre excluiu a sofisma das suas relações políticas. Por isso me reservo o direito de ser protagonista do meu próprio destino, preservando a minha Ancestralidade Africana, a minha Ideologia Socialista e Democrática, e os meus Princípios Republicanos herdado da luta de Zumbi e Dandara. Essa visão cósmica sustenta por muitos anos o sonho de ver materializado um Estatuto da Igualdade Racial, que responda as expectativas da maioria da população negra. “Pra não dizer que não falei das flores”. Aproveito essa oportunidade para reiterar o meu apelo mais uma vez a vossa Excelência, no sentido de ponderar a possibilidade do Plebiscito Popular ou Referendo. Dando a nós o direito de exercermos a nossa cidadania plena para a efetivação do Estado Democrático de Direito, onde, o povo negro quer ser também protagonista na sanção do Estatuto da Igualdade Racial. ”Então, vem vamos embora que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora e não espera acontecer”. Sem mais para o momento. Com Raça & Classe, José de Oliveira Membro da Secretaria Estadual de Combate ao Racismo do PT/PE Militante do Movimento Negro Unificado - PE

De: José de Oliveira
Email: zeoliveirapt@ig.com.br

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