palavra do leitor

Comentário sobre a notícia "Audiência pode ter consolidado tendência a favor das cotas".

Indiscutivelmente a Audiência Pública Convocada pelo Supremo Tribunal Federal para debater a adoção da política de cotas nas Universidades foi positiva para que a sociedade pudesse, enfim, ouvir pessoas que conhecem bem a temática sem as manobras editoriais da Tv Globo e Revista Veja. Também possibilitou a sociedade ter uma verdadeira noção do que é capaz o movimento Pardo-Mestiço Brasileiro (MPMB), AAssociação dos Caboclos e Ribeirinhos da Amazônia (ACRA) e O Fórum Afro do Amazonas FORAFRO, representados por sua estrela máxima da leseira baré Helderli Fideliz Castro de Sá Leão Alves, na exposição do dia 5, contrária as cotas. Vimos esse monstro, o movimento, ser gerado, nascer, crescer e estender seus tentáculos aqui em Manaus. Enquanto Movimento Negro local, sem estrutura, sem apoio, sem apadrinhamento político, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Vimos que devido ao apoio dado pelo governo e prefeitura para eles, seria praticamente impossível combate-los sem que recebêssemos ajuda externa. Pedimos socorro, ajuda, estrutura para combater essa gente. Ninguém nos ouviu, nem os órgãos federais voltados ao combate a intolerância e o preconceito, nem os movimentos de negritude nacionais com mais experiência e estrutura que nós. Nós afros-religiosos, capoeiristas, hip hop, afro-amazonidas e unegrinos da cidade de Manaus temos assistido os abusos desse movimento e seus apaniguados ao longo dos últimos 5 anos sem quase nada poder fazer. Vimos o apoio explicito dado pelo governo do estado do Amazonas e prefeitura de Manaus ao ponto de se chegar ao desplante do reconhecimento da existência da raça mestiça por meio de Lei aprovada pelo Legislativo municipal e estadual sempre muito mais interessados em escambo de votos do que no compromisso com a verdade, com a reparação da injustiça e da iniquidade que ainda hoje vitimam os afros descendentes. Mais uma vez assistimos a empáfia e a ousadia desse grupo desvairado ao tentar jogar por terra toda nossa história, toda a nossa luta pela reparação de séculos de injustiça social. Mais uma vez estamos vindo clamar as autoridades e movimentos de negritude: Olhem para essa aberração que é o Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro e o que de mau ainda poderá fazer contra nós, principalmente aqui em Manaus onde são useiros e vezeiros em promover badernas e confusões nos eventos voltados a negritude, ao ponto de ser necessária a intervenção da polícia de choque, como foi na II Conferência Estadual da Promoção da Igualdade Racial do Amazonas no ano passado, nas dependências da Universidade Estadual do Amazonas. Os movimentos negros locais precisam de ajuda, de apoio, de estrutura para combater o maior e o pior inimigo que a negritude tem em todo o estado do Amazonas: a INVISIBILIDADE DOS AFROS DESCENDENTES E A OBSEQUIOSIDADE DO ESTADO AOS MESTIÇOS. Até quando vamos deixar que esse câncer cresça e espalhe suas metasteses? Está feito o apelo, está lançado o desfio. Com a resposta......

De: Vòdúnsi Alberto Jorge Silva - Coordenação Amazônica da Religião de Matriz Africana e Ameríndia - CARMAA
Email: dr.albertojorge@gmail.com

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