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07/08/2006
Acusado no banco dos réus
Brasília – O estudante Marcelo Valle Silveira Mello, do Curso de Letras da UnB, senta pela primeira vez nesta quarta-feira, dia 09/08, no banco dos r
Redação

Brasília – O estudante Marcelo Valle Silveira Mello, do Curso de Letras da UnB, senta pela primeira vez nesta quarta-feira, dia 09/08, no banco dos réus da Justiça de Brasília, acusado pelo Ministério Público pela prática de crimes de racismo na Rede Mundial de Computadores. Ele é acusado por três delitos com base na Lei 7.716/89 e pode pegar, se condenado, penas que variam de 2 a 5 anos de prisão. A ONG ABC sem Racismo constituiu o advogado processualista Renato Borges Rezende, de Brasília, para acompanhar o caso, tanto na esfera criminal, quanto posteriormente na área cível. O estudante é um dos responsáveis pelos primeiros ataques a Afropress em julho e agosto do ano passado, quando assumiu o codinome “Br0k3d – o justiceiro”, porém, o processo se refere a manutenção de mensagens contra negros na Rede. As mensagens se referem, principalmente, a campanha desenvolvida contra a adoção de cotas na Universidade de Brasília. Inicialmente elas foram detectadas na investigação desenvolvida pelo promotor Christiano Jorge Santos, na época do Gaeco de S. Paulo no curso de investigações para identificar os responsáveis por mensagens de conteúdo racista na Internet. As informações foram encaminhadas posteriormente ao promotor Marcos Antonio Julião do Ministério Público de Brasília, que conseguiu a apreensão de equipamentos e computadores na casa do estudante. Formalizada, a denúncia foi aceita pela Justiça de Brasília e o processo tramita na 6ª Vara Criminal. O depoimento já deveria ter ocorrido em janeiro, porém, os advogados de defesa impetraram incidente de insanidade mental, acatado pela Justiça, o que obrigou a realização de exames psicológico e psiquiátrico do estudante pelo Instituto Médico Legal de Brasília. O resultado dos exames que permanecem em sigilo na Justiça, será considerado pelo juiz do caso na aplicação da pena, uma vez ocorrendo a condenação. A fúria do acusado contra a Afropress deveu-se ao fato de a Agência ter feito matéria revelando sua identidade completa, ao contrário dos grandes jornais que, até então, vinham revelando apenas as iniciais dos acusados de crimes de racismo, mesmo nos casos de maiores de idade.
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