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16/01/2013
Adoção: 40% não se importa com cor da pele
Da Redação, com informações das Agências

S. Paulo – Dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) confirmam: aumentou o número de interessados em adotar crianças para quem a cor da pele ou a idade é indiferente. Há 10 anos, as preferências eram claras: a maioria dos casais queria adotar menina branca e ainda bebê. Em dezembro de 2010, o número de pessoas que não se importavam com a cor da pele da criança era 31%, agora já são quase 40%.

Também o número dos que preferem bebês com menos de 1 ano caiu – são agora 16% do total. A maioria das crianças que podem ser adotadas, contudo, é negra, não é bebê e pode ter irmãos dos quais não se separam.

“Nós não temos um depósito que você diz "quero uma criança loira, de olhos azuis, de cabelo encaracolado". Não tem na estante. São as crianças que existem e que precisam de família”, ressalta o juiz da Infância e Juventude, Reinaldo Torres de Carvalho, da Vara da Infância e da Juventude do Foro Regional da Lapa.

Dados do Tribunal de Justiça do Estado de s. Paulo (TJ-SP), divulgados há cerca de dois anos, revelaram que quase 100% dos casais brasileiros recusavam crianças negras, pardas e indígenas. Já para casais estrangeiros, 77% era indiferente à cor da pele.

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, existem hoje, em todo o país, mais de cinco mil crianças e adolescentes à espera de adoção. O Estado de S. Paulo é o que tem o maior número.

Foto: site Laços de Amor: adoção, gênero, cidadania e direitos


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