18 de Junho de 2019 |
Última atualização 0:0
Comentamos
Racismo explícito do ex-conselheiro do Santos. Ouça.
Mais vistos
23/03/2014
Legado de Carolina de Jesus será lembrado em SP em seu centenário
Da Redação, com informações da Coordenação de Políticas para as Populações Negra e Indígena

S. Paulo – A Coordenação de Políticas para as Populações Negra e Indígena, da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania de S. Paulo, em parceria com o Núcleo de Inclusão da Secretaria Estadual de Educação, promovem nesta terça feira (25/03) vídeo-conferência para celebrar o centenário da escritora Carolina Maria de Jesus, que ocorre este ano.

A vídeo-conferência será transmitida ao vivo pela Rede do Saber, das 13h às 15h, e terá a participação da coordenadora, professora Elisa Lucas Rodrigues e do jornalista Audálio Dantas, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de S. Paulo, que será o palestrante. A condução do debate estará a cargo da âncora Edina Rosa, assistente técnico do Núcleo de Inclusão.

O link para acesso http://media.rededosaber.sp.gov.br/vivo2 
Link para interação ao vivo : faleconosco@rededosaber.sp.gov.br 

Quem foi

Carolina Maria de Jesus foi uma catadora de papel que virou best-seller, com o livro “Quarto do Despejo – Diário de uma favelada”, publicado em 1.960. O livro, que vendeu 80 mil livros e foi traduzido para 15 idiomas, relata o seu dia a dia na favela do Canindé, em S. Paulo, onde viveu. Nascida no dia 14 de março de 1.914, este ano ela completaria 100 anos.

Audálio Dantas foi o responsável pela descoberta de Carolina, em 1.958, quando trabalhava na Folha da Noite e, ao escrever reportagem sobre a vida na favela, se surpreendeu com uma mulher que ameaçava os vizinhos de incluí-los em um livro.

Dantas se aproximou, pediu para ver o livro e ao chegar ao barraco de Carolina pôde ver as anotações feitas em cadernos – vários dos quais catados no lixo. Audálio escreveria depois sobre o cotidiano dela:

“Se tem pão, come e dá aos filhos. Se não tem, elas choram, e ela chora também. O pranto é breve, porque ela sabe que ninguém ouve, não adianta nada”.

Carolina Maria de Jesus nasceu no interior de Minas Gerais e morreu pobre em 1.977, em S. Paulo.


Artigos Relacionados
"Correndo Atrás", de Jefferson De, é sucesso no Festival de Cinema do Rio
Mantiqueira discute literatura e racismo neste final de semana na FLIMA 2018
Fotógrafo Luiz Moreira faz sua primeira individual em São Paulo
Tia Má solta a língua em show em S. Paulo
Twitter
Facebook
Todos os Direitos Reservados