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23/10/2014
Secretaria da Segurança de SP discute invasão e ataques racistas à Afropress
Da Redação

S. Paulo – A chefe da Coordenação das Políticas para as Populações Negra e Indígena da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, professora Elisa Lucas Rodrigues, juntamente com os promotores Christiano Jorge Santos e Eduardo Santos, reuniram-se nesta quinta-feira (23/10), com o secretário adjunto da Secretaria de Segurança Pública, Antonio Carlos da Ponte (foto na capa), para pedir uma atenção especial do Estado nos casos de crimes de racismo e intolerância, praticados por meio da Internet.

A reunião foi motivada pelos mais recentes ataques racistas à Afropress e teve também a participação da advogada Juliana Ogawa, da Comissão de Combate à Intolerância da OAB/SP, de João Paulo Schwandner, da assessoria técnica do gabinete da Secretaria da Justiça, e do advogado Dojival Vieira, editor da Agência de Notícias – a única no Brasil com produção de conteúdo jornalístico focado na temática étnicorracial.

A mais recente onda de ataques e invasão aconteceu no último dia 14/10 e o caso está sendo apurado pela Polícia de S. Paulo. O Adjunto prometeu fazer os esforços que forem necessários para identificar e entregar a Justiça para que sejam punidos na forma da lei os responsáveis pelos ataques racistas.

Propostas

Na reunião foram definidas propostas como a designação de um técnico com especialização em Tecnologia da Informação (TI) para atuar junto à Delegacia de Crimes Raciais (DECRADI) com o objetivo de atender os casos de racismo, intolerância e discriminação, além da capacitação dos agentes da Polícia nas Delegacias para atender esse tipo de ocorrência cada vez mais frequente. 

A coordenadora de Políticas para as Populações Negra e Indígena, Elisa Lucas, considerou a reunião produtiva. “Além do caso do crime de racismo, por meio eletrônico ampliamos a pauta ao falar da necessidade de profissionais capacitados na questão eletrônica dentro da Delegacia. Quem trabalha no combate à discriminação racial não tem o direito de desistir", afirmou.

O advogado e jornalista responsável pela Afropress, Dojival Vieira, expôs ao adjunto toda a trajetória de ataques e invasões que vem sendo sofridos pela Agência de Notícias desde 2006 e pediu que o Estado dê respostas à altura e utilize o aparato repressivo disponível – inclusive com o uso da inteligência – para identificar e desmantelar os grupos que ele chama de praticantes do “racismo extremado”. “O que estamos assistindo é uma escalada de ataques inadmissíveis num Estado Democrático de Direito”, afirmou, lembrando que só este ano, de acordo com estatísticas, há um aumento em torno de 84% dos crimes relacionados a racismo e intolerância na Rede Mundial de Computadores.


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