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11/11/2014
Alarmada, Anistia pede fim da matança de jovens negros no Brasil
Da Redação, com informações das Agências

Rio - Dos 30 mil jovens, em idade entre 15 e 29 anos, que são vítimas de homicídios por ano no Brasil, 77% são negros. Os altos índices de violência atingindo a juventude negra fizeram com que a Anistia Internacional lançasse nesse domingo (09/11), no Aterro do Flamengo, no Rio, uma campanha intitulada “Jovem Negro Vivo”. 
 
“Apesar dos altíssimos índices de homicídio de jovens negros, o tema é em geral tratado com indiferença na agenda pública nacional. As consequências do preconceito e dos estereótipos negativos associados a estes jovens e aos territórios das favelas e das periferias devem ser amplamente debatidas e repudiadas”, afirmou a Anistia no Comunicado em que lançou a campanha neste mês da Consciência Negra.
 
“É razoável que lidemos com normalidade com a execução de adolescentes? Não se trata de apontar o dedo para a imprensa. Apontemos para nós todos. Convivemos com normalidade com esses fatos. Convivemos com normalidade com a morte de 1 milhão de brasileiros em pouco mais de duas décadas. É a maior tragédia da nossa história desde a escravidão”, escreveu o diretor executivo da Anistia Internacional Brasil, Atila Roque. 
 
O vídeo da campanha, que busca colher assinaturas e apoios em favor de políticas públicas para a juventude negra brasileira, contou com a colaboração do rapper Criolo, que cedeu a música "Duas de cinco" para ilustrar o tema.
 
A altíssima mortalidade dos jovens negros vem sendo constatada em vários estudos e levantamentos, inclusive, no Mapa da Violência. Recentemente pesquisadores da Universidade Federal de S. Carlos (UFSCar), coordenados pela professora Jacqueline Signoretto, constataram que, em S. Paulo, por exemplo, a Polícia Militar mata três vezes mais negros do que brancos, o que segundo o levantamento caracteriza “racismo institucional”.
 
Veja o vídeo da campanha
http://youtu.be/lM2To-4c51M
 

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