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Ativista negra se declara inocente e acusa justiça seletiva
29/04/2015
Assassinos do idoso negro condenados a 14 e 15 anos de cadeia
Da Redação, com informações do Jornal da Cidade (JC) - Rio Claro

Rio Claro/SP – Helcio Alves Carvalho e Axel Leonardo Ramos, os dois assassinos do guardador de carros, Benedito Santana de Oliveira, à época, em abril de 2013, com 71, foram condenados a penas de 14 e 15 anos e dois meses, respectivamente.

Segundo Silvio Santana, um dos filhos, a família está aliviada porque foi feita Justiça com a condenação dos acusados. Advogados ouvidos por Afropress, porém, consideraram as penas leves diante da brutalidade e da barbárie do crime praticado e da agravante do assassinato ter ocorrido contra um idoso, supostamente por motivação racial. 

Como estão presos desde o crime em 2013, já cumpriram dois anos da pena. No caso de bom comportamento podem ser contemplados com os benefícios previstos pela legislação de execução penal e ganhar livramento condicional em, no máximo 5 anos, estarão na rua.

Os dois que, segundo a Polícia pertenceriam a uma célula neonazista da cidade de Ponta Grossa, no Paraná, foram acusados por homicídio triplamente qualificado e poderiam pegar até 30 anos de prisão. O idoso trabalhava como guardador de carros na madrugada do crime e, enquanto o espancavam, os assassinos diziam não gostar de negro e pobre, segundo testemunhas.

O veredito dos sete membros do Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Rio Claro foi anunciado pelo juiz Walter Ariete pouco antes da meia noite desta terça-feira (28/04). O julgamento durou mais de 14 horas.

Barbárie

O idoso morava no bairro de Ipeúna, era casado e tinha cinco filhos. Depois da sessão de espancamentos que sofreu, com chutes por todo o corpo, especialmente na cabeça, ele ainda esboçou uma recuperação e chegou a receber alta. Porém, seu estado de saúde se deteriorou por causa das agressões e ele voltou a passar por mais duas internações. A morte aconteceu em junho do mesmo ano.

O caso do espancamento seguido de morte do idoso teve repercussão nacional e provocou a mobilização da comunidade negra e dos organismos de Direitos Humanos de Rio Claro e de S. Paulo.

 


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