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22/05/2015
AfroeducAÇÃO no cinema: O rap do pequeno príncipe contra as almas sebosas
Da Redação, com informações de Paola Prandini e Jéssica Cerqueira

Recife/Pernambuco - No próximo sábado, dia 23 de maio, às 11h, acontece a primeira sessão “AfroeducAÇÃO no Cinema”, no Cinema da Fundação, em Recife (PE). Promovida pela Thoughtworks Brasil, uma empresa de produtos de software e consultoria global com escritórios em São Paulo, Porto Alegre e Recife, e presença em 12 países, a sessão deste sábado contará com a exibição dos filmes “O Rap do Pequeno Príncipe contra as Almas Sebosas”, de Paulo Caldas, e Marcelo Luna, e “Malunguinho”, de Felipe Peres Calheiros.

O evento é composto pela projeção dos filmes e por um debate com o público, em que estarão presentes os diretores das películas. A ideia central é possibilitar aos participantes uma troca a respeito das temáticas e formatos dos filmes, num bate-papo acerca das contribuições da cultura negra brasileira e do audiovisual como estratégia para a disseminação de valores que estão alinhados à aplicação da Lei Federal 10.639/03, que torna obrigatório o estudo da História e Cultura Africana e Afrobrasileira nas escolas brasileiras nos Ensinos Fundamental e Médio.  

Nesse sentido, esta iniciativa, baseada em conceitos de Educomunicação – que tem como fundamento utilizar as estratégias comunicacionais em prol da educação -, pretende instrumentalizar o público para que possam abordar aspectos da história e da cultura dos povos afrodescendentes com conteúdos e aplicabilidade em diversos ambientes, principalmente educacionais.

A partir do debate realizado após a exibição de cada película, são promovidas discussões a respeito das temáticas embutidas nos filmes, bem como as razões que levaram os diretores a realizar as produções assistidas.

Vale dizer que, na cidade de São Paulo, a AfroeducAÇÃO – um negócio social que atua na interface da cultura negra com a Educomunicação desde 2008 - já promove as sessões “AfroeducAÇÃO no Cinema” há seis anos, bimestralmente, como co-realizadores, juntamente com a equipe do Clube do Professor/Espaço Itaú de Cinema, tendo exibido mais de 20 filmes até hoje.

Além desta primeira sessão, já está programado um segundo evento, com a mesma abordagem, que irá acontecer no dia 19 de setembro, também no Cinema da Fundação, parceiro que cedeu o espaço para a realização dos cineclubes, na capital pernambucana.

Sobre os filmes

O Rap do Pequeno Príncipe contra as Almas Sebosas”, de Paulo Caldas e Marcelo Luna. O longa-metragem conta a história de dois personagens reais, moradores de Camaragibe, no grande Recife. Helinho, conhecido como Pequeno Príncipe, líder do grupo de extermínio Os Vingadores, responsável por mais de 60 execuções na cidade. E Garnizé, músico, na época baterista da banda “Faces do Subúrbio”. São duas vidas extremamente envolvidas com a violência urbana, que nos levam a uma reflexão profunda sobre os caminhos que a juventude brasileira pode trilhar no contexto da guerra em que vivem.

Direção

Paulo Caldas é diretor e roteirista de cinema, televisão e publicidade, estreou em 1997, com o filme “Baile perfumado”, que se tornou um clássico do cinema brasileiro contemporâneo, premiado em diversos festivais, sucesso de crítica e público. Em 2000, realizou o documentário “O Rap do Pequeno Príncipe contra as Almas Sebosas”, que participou da seleção oficial do Festival de Veneza e de mais de quarenta festivais, obtendo diversos prêmios. 

Com “Deserto Feliz”, co-produção Brasil/Alemanha em 2007, participou da seleção oficial do Festival de Berlim, ganhou o premio de melhor direção no Festival de Guadalajara no México e de melhor atriz em Paris, entre muitos outros. Em 2013, lançou “País do Desejo”, co-produção Brasil/Portugal, que participou da seleção oficial do Festival de Taormina, na Itália, e da Mostra Internacional de São Paulo. Atualmente, está com dois projetos em produção, o filme/série de TV Documental “Saudade” e o longa-metragem “O sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão”, além de um projeto de longa-metragem em desenvolvimento, “Sol – Veredas da Solidão”.

“Malunguinho”

Malunguinho liderou o Quilombo do Catucá no século XIX. Apesar de ter sido morto em 1835, ainda hoje é cultuado pelos praticantes da Jurema Sagrada, religião de matriz indígena com influência africana do nordeste do país.

Felipe Peres Calheiros é documentarista e fotógrafo, Mestre em Políticas e Estratégias de comunicação para o Desenvolvimento Local. Integra o Núcleo de Televisão e Rádios da UFPE. Dirigiu “Até onde a vista alcança” (2008), “ACERCADACANA” (2010) e “Malunguinho” (2013), entre outros.

 

 

 

 

 

 

 


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