24 de Junho de 2018 |
Última atualização :
Comentamos
William Waack em entrevista a Revista Raça
16/06/2017
Elisa quer ampliar diálogo entre a Policia Militar e os negros
Da Redação

S. Paulo – A  coordenadora de Políticas para as Populações Negra e Indígena do Governo do Estado, professora  Elisa Lucas Rodrigues, se propôs a defender e ampliar os canais de diálogo entre a sociedade civil, mais especificamente a população negra, e a Polícia Militar do Estado, durante o Seminário de Direitos Humanos, promovido pela corporação na semana passada.

“Este Seminário abre um novo canal de diálogo institucional de representantes do Governo e da  sociedade civil, com a Polícia Militar. Porém, não há como negar que a atuação da Polícia Militar com relação a população negra, em especial, a juventude, muito nos preocupa”, afirmou.

Estudo da Universidade Federal de S. Carlos (UFSCar), coordenado pela professora Jacqueline Sinhoretto, revela que o índice de negros mortos em decorrência de ações policiais a cada 100 mil habitantes em S. Paulo, é quase três vezes o registrado para a população branca e a taxa de prisões em flagrante de negros é duas vezes e meia a verificada para brancos.

De acordo com o estudo, feito pelo Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos da Universidade, 61% das vítimas da polícia no Estado são negra, 97% são homens e 77% têm entre 15 e 29 anos.  Os policiais envolvidos são, na imensa maioria, brancos (79%), e 96% pertence aos quadros da Polícia Militar.

O Seminário teve como tema “Polícia Militar e Defesa da Dignidade Humana e foi promovido pela Diretoria de Polícia Comunitária e de Direitos Humanos.

Elisa, porém, reconheceu e parabenizou o esforço da corporação para mudar esse quadro, no combate ao crime e na defesa dos Direitos Huumanos.

Por sua vez, a procuradora de Justiça de S. Paulo, Eliana Vendramini, da Coordenação do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos, foi enfática ao rechaçar os estereótipos que atingem a população negra. “Precisamos, de uma vez por todas, eliminar o estereótipo de que os negros são todos bandidos, para não continuarmos a cometer os mesmos erros”, afirmou.

No final, o coronel Ernesto Puglio Neto, comentando a intervenção de Elisa, disse que a Polícia deve realizar as abordagens de forma que garanta a integridade física dos mesmos e de terceiros, “mas que isso não significa o não reconhecimento do outro.”

Reconheceu que a forma de abordagem precisa mudar e convidou a todos os comandantes a repassarem aos seus subordinados as lições do seminário “para que os policiais possam trabalhar mais próximos dos cidadãos e dessa forma a população possa confiar mais na polícia”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Artigos Relacionados
França exonera chefe da coordenação negra, aliada de Alckmin
Carrefour responderá, de novo, por racismo de segurança em loja
Barbosa se filiará ao PSB e será candidato a Presidência este ano
Vereadora negra do Psol é morta a tiros no centro do Rio
Twitter
Facebook
Todos os Direitos Reservados