24 de Setembro de 2017 |
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04/07/2017
USP se rende às cotas e se abre para negros e índios na Medicina
Da Redação

S. Paulo – A Faculdade de Medicina da Universidade de S. Paulo (USP) adotará, pela primeira vez nos seus 100 anos de histórica, uma parte das vagas para pretos pardos e indígenas.

A Medicina da USP é considerada a Faculdade de maior prestígio no país. A Universidade vem sendo considerada, nos últimos anos, a instituição mais resistente a adoção da política de cotas para pretos, pardos e indígenas.

Os estudantes da Medicina da Universidade sempre entraram por meio dos vestibulares da Fuvest, que é considerado o mais concorrido do país, o que acaba privilegiando os filhos da classe média branca, em lsituação econômica privilegiada em relação a maioria da população.

Decisão histórica

A decisão histórica foi tomada pela Congregação, instância máxima da Medicina. Na prática, será adotado na seleção de estudantes o critério do Sisu, Sistema de Seleção Unificada, que usa notas do Enem para selecionar estudantes. Como parte dessa seleção será reservada cota para negros, pardos e indígenas.

A proposta aprovada prevê que das 175 vagas oferecidas, 125 continuarão sendo selecionadas pela Fuvest. As outras 50 serão preenchidas pelas melhores notas do Sisu. Dessas 50, 15 serão destinadas a estudantes de escolas públicas que se autodeclararem pretos, pardos e indígenas, o que significa que em 2018, 8,6% do total de vagas serão destinadas para as cotas.

 


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