21 de Julho de 2018 |
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William Waack em entrevista a Revista Raça
09/07/2017
Unesco declara Cais do Valongo patrimônio da humanidade
Da Redação, com informações das Agências

Rio – O Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), declarou neste domingo (09/07), em Cracóvia, na Polônia, o Cais do Valongo, no Rio, como Patrimônio Cultural da Humanidade. A organização reconhece 20 patrimônios culturais e naturais no Brasil.

Com a decisão, o Cais do Valongo passa a figurar no mesmo patamar da cidade de Hiroshima, no Japão, e do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, classificados como locais de memória e sofrimento. Marco da herança africana no Rio de Janeiro e inaugurado em 1.811, o Cais foi principal ponto de desembarque de escravos africanos nas três Américas. 

O Brasil foi o país que mais recebeu escravos seqüestrados do continente africano – cerca de quatro milhões em mais de 300 anos, o correspondente a 40% de todos os africanos que chegaram vivos nas Américas entre os séculos XVI e XIX. Deste total, estima-se que 60% entraram pelo Rio de Janeiro, sendo que cerca de um milhão deles pelo Cais do Valongo. Em 1911, o Cais foi aterrado e redescoberto 100 anos depois, durante as obras para a Olimpíada do Rio.

Arqueólogos do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), órgão vinculado à SMUIH e presidido por Augusto Ivan, estão fazendo o levantamento dos, aproximadamente, 500 mil itens que foram encontrados nos locais durante as intervenções. As peças, que incluem adornos, objetos, amuletos e ossadas, estão na Vila Olímpica da Gamboa.

Tráfico negreiro

O Sítio Arqueológico do Cais do Valongo é considerado o mais importante vestígio material, fora da África, do tráfico atlântico de africanos escravizados, expressando material e simbolicamente um local que representa um registro da ação criminosa contra a humanidade.

O Cais do Valongo agora está no mesmo patamar da cidade de Hiroshima, no Japão, e do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, classificados como locais de memória e sofrimento.

 


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