25 de Fevereiro de 2020 |
Última atualização :
Comentamos
Ativista negra se declara inocente e acusa justiça seletiva
Mais vistos
19/02/2018
Saiu Luislinda Valois, a ministra que chegou e saiu sem ser notada
Da Redação, com informações das Agências

Brasília – A ministra dos Direitos Humanos do Governo Temer, desembargadora aposentada Luislinda Valois, finalmente, deixou o Governo nesta segunda-feira (19/02). O anúncio oficial da saída resultou numa situação curiosa: ninguém imaginava que ela ainda estivesse no cargo.

Em dezembro, para tentar se agarrar ao cargo e em meio a ameaça do PSDB de deixar o Governo, ela chegou a se desfiliar do Partido, na tentativa de ganhar sobrevida na Esplanada.

No lugar de Luislinda assume o atual subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Vale Rocha, que acumulará as duas funções. Vale Rocha é subordinado do ministro chefe da Casa Civil, Elizeu Padilha e é membro do Conselho Nacional do Ministério Público.

Vexames, gafes e fiascos

A gestão da desembargadora aposentada à frente do Ministério dos Direitos Humanos, no qual tomou posse em fevereiro do ano passado, foi marcada pelo nada que criou e pela montanha de polêmicas em que se envolveu: a mais notória delas foi quando pediu ao governo para acumular a aposentadoria de R$ 33.400 e o salário de ministra, de R$ 30.934, sob a vergonhosa alegação de que, ao receber o teto do funcionalismo público - R$ 33.700 - estava vivendo em situação análoga a do “trabalho escravo”.

Em entrevista a Rádio CBN a ministra não se intimidou e pegou em armas para fazer a própria defesa: “Eu, como desembargadora aposentada, posso botar um chinelinho simples e ir a qualquer lugar. Mas como ministra de Estado, não posso fazer isso. Eu tenho uma representatividade. Não de luxo, mas de pelo menos me apresentar trajada dignamente. É cabelo, é maquiagem, é perfume, é roupa, é sapato, é alimentação. Porque, se eu não me alimentar, eu vou adoecer e, aí, vou dar trabalho para o Estado. É tudo isso que tem que ter. Então, eu pedi, formulei o pedido, como qualquer pessoa que se achar no direito pode requerer. Estou com um salário aqui, neste mês, de R$ 2.700. Para uma responsabilidade que se tem…”, disse, esboçando ter se sentido ofendida com as reações indignadas de metade do país com a demonstração de desfaçatez. 

Logo em seguida ao episódio, em que tornou público o horror de viver com "apenas" R$ 33.700 (o teto constitucional), afirmou ser “pobre e de periferia”.

Em outra ocasião nomeou Temer “padrinho” das mulheres negras brasileiras desencadeando uma chuva de respostas atravessadas e impropérios de centenas de entidades de mulheres negras de todo o país indignadas com a ofensa.

 


Artigos Relacionados
Bolsonaro nomeia capitão do mato para Fundação Palmares
Violência e truculência fascista marcam o Dia da Consciência Negra
MP denuncia Carla Campos, de S. Carlos, por injúria racial
Cemitério dos Aflitos, em S. Paulo, será considerado de utilidade pública
Twitter
Facebook
Todos os Direitos Reservados