25 de Abril de 2018 |
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10/04/2018
Farisaísmo, hipocrisia e a defesa da corrupção e da impunidade para criminosos de colarinho branco
Dojival Vieira

É editor e jornalista responsável pela Afropress

A polêmica em torno da prisão do ex-presidente Lula, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 12 anos e um mês de prisão, sentença confirmada em todas as instâncias, expõe o farisaísmo e a hipocrisia da esquerda lulista que há muito tempo, perdeu o senso, a vergonha e a compostura.

O Brasil tinha, em 2016, a terceira maior população carcerária do mundo, com 726.712 pessoas encarceradas, segundo dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), do Departamento Penitenciário Nacial (DEPEN), do Ministério da Justiça.

Desse total, 40%, eu repito 40%, a imensa maioria, pobres e negros, são presos provisórios. Ou seja: não receberam sentença, não foram condenados nem em primeira instância. Mas estão presos.

Nunca se ouviu da esquerda lulista, que governou o país durante longos treze anos, qualquer palavra e ou providência em defesa dessa gente, que mofa no sistema prisional, em presídios já definidos pelo ex-ministro petista José Eduardo Cardoso, como "masmorras medievais".

Então, essa conversa de que é inconstitucional que Lula - condenado em segunda instância, com sentença confirmada pelos tribunais superiores - não pode começar a cumprir sua pena, é de uma hipocrisia e de um farisaísmo, insuportáveis.

Expõe com toda a clareza a evidência dos fatos de que a esquerda lulista - e ou petista, psolista e ou pessedobista, como queiram - não está preocupada nem comprometida com a defesa da justiça. O que fazem - ao se insurgirem contra o cumprimento da pena de Lula após a segunda instância - tem um nome: é a defesa da corrupção e da impunidade para o crime de colarinho branco.

 
 

 


"Este artigo reflete as opiniões do autor e não do veículo. A Afropress não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizada pelas informações, conceitos ou opiniões do (a) autor (a) ou por eventuais prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso da informações contidas no artigo."
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