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29/08/2018
Para Ariel, da nova geração de poetas negros, questão negra explica o Brasil
Da Redação

Santo Antonio do Pinhal/SP – Para o poeta Marcelo Ariel, uma das principais promessas da literatura brasileira dos últimos anos, "a questão negra é a principal questão do Brasil, e contém todas as outras em seu bojo". “A questão indígena e a feminista estão agudizadas dentro da questão negra e não existe necessidade de explicar isso: quem tem olhos que ouça e quem tem ouvidos que veja”, afirma.

Ariel, nascido em Santos, mas criado desde pequeno em Cubatão, cidade que já foi considerada a mais poluída do mundo, no emblemático ano de 1.968, é um dos convidados para a primeira edição da Festa Literária Internacional da Mantiqueira – FLIMA 2018 – que acontece entre os dias 14 e 16 de setembro em Santo Antonio do Pinhal, uma pequena cidade próxima a Campos do Jordão encravada na serra da Mantiqueira, divisa com o sul de Minas.

Além de poeta com livros que ganharam destaque da critica, como "OTratado dos Anjos Afogados" e o mais recente "Ou o silêncio contínuo", o poeta é um leitor ávido e se considera “contemporâneo de tudo o que é belo e humano em todos os tempos, de Cruz Souza e de John Coltrane, de Luiz Gama e de Ricardo Aleixo, de Frantz Fanon e de Clementina de Jesus”.

“Hoje (data da entrevista) é 27 de agosto de 2018 dentro de 27 de agosto de 1.888”, complementa numa alusão ao ano em que foi abolida a escravidão no Brasil. Ele participa da mesa que acontece às 11h30 do domingo (16/09), falando sobre o tema “Sujeito e Objeto: representação e representatividade na literatura brasileira”, juntamente com Paulo Sott e Ana Maria Gonçalves. A mesa, que acontecerá no Auditório Municipal da cidade, terá mediação de Rodrigo Casarin.

A FLIMA – que pretende se tornar uma referência no debate sobre a literatura do país, a exemplo do que já acontece com a FLIP, em Paraty -, foi idealizada pelo editor Roberto Paulino Guimarães, tem como curador o poeta Vanderley Mendonça e está sendo organizada a partir do esforço voluntário de ativistas, jornalistas e editores paulistanos, alguns dos quais residem em Santo Antonio do Pinhal.

Entre os convidados estão nomes de destaque na literatura contemporânea como Milton Hatoum, Paulo Lins, João Silvério Trevisan e Marcelo Mirisola.

Ariel também é convidado a participar de uma das mesas que acontece na programação paralela, no domingo, a partir das 14h, sobre “Jornalismo, Literatura e Racismo”, que será coordenada pelo editor de Afropress, jornalista Dojival Vieira.

Atualmente radicado em S. Paulo, mas ainda com fortes raízes em Cubatão, e preparando-se para subir a serra da Mantiqueira, Ariel concedeu entrevista, por e-mail, ao editor de Afropress, em que falou dos autores que mais o influenciaram, do conselho que daria a um jovem negro e da periferia interessado em literatura, de fundamentalismo religioso, e da visão que tem do atual momento do país, na condição de escritor negro, nascido na “cidade-senzala-industrial de Cubatão”.

Confira a entrevista:

Afropress - Ariel, o que tem lido, além, óbviamente da sua própria produção, e quais os nomes contemporâneos que destacaria na literatura brasileira hoje?

Marcelo Ariel - Estou lendo um filósofo coreano chamado Byung-Chul Han que faz uma crítica precisa da tecnocultura do narcisismo, da hipervelocidade de comunicação, da positividade como um valor distante da vida, da autoexploração de si. Segundo ele, estamos nos autoexplorando e autoescravizando em uma cultura  narcísica do desempenho e da performance, dos projetos, em detrimento de uma  vivência da contemplação do tempo, do vazio, da alteridade radical e do erotismo. Ele desenvolve isto em ensaios perspicazes divididos em quatro livros: "A sociedade cansada", "A sociedade da transparência", "Topologia da violência" e  "Agonia de Eros".

Estou lendo "Agonia de Eros" e também o filósofo camaronês Achille Mmembe. Seu "Crítica da razão negra", um livro já apontado como um clássico do pensamento sobre a construção da negritude como ontologia é uma profunda revisão crítica do negro enquanto construção de uma cultural da economia e politica da subalternidade, que hoje incluiria outras etnias, como a chinesa. Por  exemplo, os chineses são também negros, dentro de uma perversa cultura da subalternidade , da megaexploração e da nadificação das pulsões vitais.

Vivemos em um tempo derrisório e Mbembe e Chul Han são pensadores vitais que estudam o sintoma e as ruínas e também a imponderabilidade. Estou estudando também dois grandes filósofos do Brasil - Suely Rolnik , que em seu "Esferas da Insurreição" avança para além de uma exposição do fenômeno do sequestro de nossas pulsões vitais, indica ações micropolíticas possíveis para uma insurreição feita da criação de zonas de autonomia e abertura da interioridade, zonas intuitivas, e Daniel Lins que escreveu um tratado filosófico a partir da obra e vida de Bob Dylan, uma defesa da subjetividade como um campo de criação de mundos, em seu "Bob Dylan, a liberdade que canta". Autores de hoje, são estes.

Estou lendo também as narrativas de Amelia Loureiro em seu "O nado" e poemas de Maira De Benedetto, de seu livro "Qui novit nomen,quaestio, Excertos de transcendência e crime". Considero esse conceito de contemporaneidade, algo que abarca todos os tempos; somos contemporâneos de tudo o que é profundamente belo e humano, em todos os tempos; somos contemporâneos de Cruz e Souza e de John Coltrane, de Luiz Gama e de Ricardo Aleixo, de Frantz Fanon e de Clementina de Jesus. Vivemos em um tempo híbrido de todos os tempos, a cada momento, uma época ensaia seu retorno como paradigma a ser atravessado ou vencido. Hoje é 27 de agosto de 2018 dentro de 27 de agosto de 1888.

Afropress – Quais foram os autores que mais o influenciaram?

MA - Os autores barrocos, mestiços, os pretos cimarrons e os nômades de todas as épocas, me influenciam profundamente. Mas procuro me abrir para receber influências de tudo o que for diferente de mim, para além das polaridades, das dicotomias. Esta entrevista irá certamente influenciar meu próximo poema.

Todas as conversas são surtos condutores de alteridade, de deslocamento para zonas desconhecidas desde que sejamos a abertura para escutar, somos mais o que escutamos do que aquilo que dizemos ser. Há um excesso de falas simultâneas em nossa cultura que dificulta a escuta do mundo. Existe um ditado quicongo que gosto de repetir "Wa I Mo Na", significa "Ver é ouvir e ouvir é ver".

Afropress – É possível viver só de literatura no Brasil?

MA - Não vivo de, eu vivo para.  Qualquer outra resposta  a esta sua pergunta me colocaria em uma "armadilha sociológica", mas sem medo da sociologia e de seus aparelhos reducionistas, podemos  dizer que está difícil viver no Brasil, no mundo e que isto é  paradoxalmente estimulante de uma atitude guerreira, de um afastamento e de uma serenidade, de uma alegria mesmo; há um grande banzo no ar. A alegria e a amizade são a prova dos nove.

Afropress – O que diria para um jovem negro, pobre e da periferia que quer enveredar pelo mundo da escrita?

MA - Seja mais Xangô e menos Jesus Cristo! Diria também que a coragem nasce do medo, que ele terá de aliar intuição ou seja a sabedoria do corpo com uma grande capacidade de improvisação da vida. Que se veja como um quilombo vivo, que anda  pelas ruas do Brasil e não como alguém que precisa da aprovação da classe média para ser e existir. Quando digo classe média, me refiro ao pensamento de classe média que predomina em toda parte. Não temos elites, as nossas elites, os nossos nobres, eram os e as Caciques e os e as líderes de quilombos, foram massacrados, mas eu diria a este jovem e a esta jovem: você descende deles, eles estão no seu sangue!

Afropress – Você tem participado de inúmeros eventos em que se discute literatura em S. Paulo e no país. Como participante convidado para a FLIMA 2018 como vê a importância desse tipo de evento para a difusão literária, discussão das modernas tendências e formação e ampliação de uma plataforma de leitores?

MA - Gosto de discutir e de debater ideias, somos reféns de diversas pseudoideias preconcebidas cristalizadas no senso comum, que é nosso inimigo. No Brasil, o senso comum é nosso inimigo. Estes eventos são uma oportunidade de expor minha diferença, como pensador autodidata, como cimarrron, como Sufinambà, termo que criei para expressar a mestiçagem de culturas dentro de um corpo que se quer insurrecional, álias, todo corpo é insurrecional. 

Falta corpo para nossa época, existe muito discurso revolucionário, libertário que esconde práticas fascistas, inclusive de movimentos ditos identitários e em defesa das minorias; defendem as minorias, desde que se vitimizem, mas não uma autonomia convergente e dialógica das diferenças. Alguns eventos literários são refratários ao pensamento da alteridade, ao hibridismo. A maioria dos eventos corteja um pacto com o senso comum ou uma neutralidade dentro de uma névoa de falso acolhimento. É aquela estória, incluem para excluir melhor depois. 

Não é caso deste evento curado pelo poeta Vanderley Mendonça. Geralmente sou fantasmagorizado por essa dimensão dos eventos literários, esta FLIMA é uma exceção onde  me presentifico como autor, como pensador e como diferença e comigo se presentificam também toda uma zona de exclusão social localizada no pé da Serra do Mar, a cidade-senzala-industrial de Cubatão.

Afropress  – Como escritor e negro, que acompanha o debate sobre racismo e as desigualdades geradas pelos quase 400 anos de escravidão no país, como vê hoje a presença negra na literatura? Quais as principais dificuldades para romper o cerco da invisibilidade nesse campo?

MA - Mais do que um cerco de invisibilidade, existe uma máquina de fantasmagorização funcionando a todo vapor, Ricardo Aleixo, um dos poetas negros do Brasil com o qual dialogo sempre, costuma dizer que "mais interessante do que o lugar de fala é o lugar de falha". Concordo plenamente com ele; identificarmos esse lugar de falha onde se dá a falsa inclusão, a inclusão cênica ou apenas da forma e não da vida negra ou onde a visibilidade não se traduz em reintegração da vitalidade e da presença do negro, existindo como cultura dentro de uma larga faixa de subalternidade, inclusive simbólica. Porque existe uma faixa de mais valia em quase todas as relações e se falamos em relações de produção cultural, onde está o lugar de falha?

A questão negra é a principal questão do Brasil e sem hierarquizarmos as lutas, eu diria que ela contem todas as outras em seu bojo, a indígena e a feminista, estão agudizadas dentro da questão negra e não existe necessidade de explicar isso, quem tem olhos que ouça e quem tem ouvidos que veja. É  como digo em meu poema COMO SER O NEGRO OU A MATÉRIA ESCURA: "Estamos dormindo há séculos nas calçadas".

Percebo uma forte linha de convergência que nos une em um quilombo que atravessa  as principais cidades do Brasil, uma linha ancestral-cultural que une Lima Barreto, Aleixo, Nei Lopes, Sueli Carneiro, Carolina Maria de Jesus, Tiganá Santana e muitos, muitas... Foi o negro e a negra escravos que unificaram a lingua falada no Brasil e é dentro da questão negra que vejo uma possibilidade real de convergência de lutas. 

Você me pergunta como vejo a presença negra na literatura, vejo que a literatura brasileira ou é negra-mestiça ou não existe. Ou melhor, existe como cacoete, como caricatura de outras, apesar dos casos raros  de  devoração, antropofagização, canibalização, hibridismos. É na mestiçagem que temos algo melhor do que a quimera da identidade. Uma frase que parecerá hermética, mas pensemos no barroco cubano de Lezama Lima e Severo Sarduy para melhor compreendermos o que diz a esfinge mestiça-negra sem cairmos no conto dicotômico da quimera geral. Como filósofo negro, me proponho ao ato de questionar, de perguntar e não de oferecer armas e álibis para o sensom comum criar seu discurso de inclusão cênica.

Afropress – Você é, naturalmente, nosso convidado para a mesa sobre “Jornalismo, Literatura e Racismo”, que será coordenada pela Afropress com a participação de escritores convidados da Flima 2018. Qual o papel e a contribuição que o escritor negro está chamado a dar nesse debate que permeia as relações sóciorracias no país?

MA - Desde que que essa outra  mesa não ocorra no mesmo dia que a  já programada, podemos debater sim, esta problemática. Tenho no mesmo dia, uma mesa na  Casa Mário de Andrade intitulada "Por que Macunaíma é preto?", algo que já estava anteriormente agendado, para você ter uma ideia da grande demanda pelo debater  questões  étnicas dentro da simbólica e da esfera dos signos literários. Tenho de estar em São Paulo antes das 16h, não havendo impedimentos de ordem cronológica, estarei nesta outra mesa também.

Penso que cabe ao jornalismo de linha investigativa e ensaística, que já nos deu um "OS SERTÕES", de Euclides da Cunha, mergulhar fundo nas origens de nossa miséria, desigualdade e horror econômico, que derivam fortemente da questão  do preconceito racial, podemos falar de uma política de extermínio dos negros e negras jovens em curso, onde se orgina e como se sustenta isso? Esse horror que Mbembe chama em um ensaio de NECROPOLÍTICA.

Cabe ao jornalismo não apenas denunciar, mas estabelecer a identificação das bases societais do extermínio e apontar fendas nesse projeto protofascista pelo enfrentamento e desmonte da lógica genocida de seus agentes, protagonistas, a saber, os governantes e suas policias, milicias e os grupos de incentivo ao ódio, em todas as suas instâncias; o ódio e a raiva fundamentam diversas protoideologias de destruição das alteridades  e naturalização das violências e misérias. Podemos dizer que um negro ou negra, mestiço ou mestiça dormindo na calçada é algo que precisa ser desnaturalizado, pelos meios de comunicação e tratado como "terrorismo de estado" .

Afropress – Você se criou em Cubatão, cidade que durante muitos anos ficou conhecida como a mais poluída do mundo e onde aconteceu a tragédia anunciada da Vila Socó, o incêndio com o maior número de vítimas na história do país. Como esse fato e a própria realidade da cidade impactou na tua obra?

MA - Tenho o poema resultado da contemplação desse horror fabricado pela conivência da zona industrial  em relação ás condições subhumanas de vida de uma zona de exclusão social. O poema está no meu livro "TRATADO DOS ANJOS AFOGADOS", sai neste ano, talvez com lançamento na FLIMA  o livro OU O SILÊNCIO CONTÍNUO minhas poesias reunidas onde este poema esta incluido.

Me vejo como um refugiado que precisou se exilar em uma outra cidade para sobreviver, saí de Cubatão nestas condições, senão literais, simbólicas. Fechei minha casa lá e vim para São Paulo ao saber da notícia do fechamento do único hospital da cidade. Este fato também tem a gravidade de um incêndio. Existe um incêndio da ética, do bem viver, das subjetividades de quem vive em Cubatão.

Estou escrevendo um longo poema chamado O "TRIUNFO DE CUBATÃO" onde faço a fusão entre Cubatão e Porto Principe, a capital do Haiti; também, com esse poema falo da expansão de Cubatão, o Brasil inteiro está se tornando uma enorme Cubatão misturada com Porto Príncipe.  Obviamente devo retornar para Cubatão e lá, lutar pelas melhores condições de vida. Cubatão é uma grande metáfora do Brasil.

Afropress – Quais as saídas que você como escritor vê hoje para os impasses vividos pelo Brasil em meio a maior crise econômica, política e institucional?

MA - Penso mais em "entradas' do que em "saídas", me explico: a entrada dos orgãos de controle social na esfera  das decisões da vida na cidade, isto desde que aconteça uma despartidarização dos conselhos municipais, algo que hoje, soa como semiutópico, mas que em breve pelo desgaste dos partidos, cada vez maior e mais crescente, será inevitável.  Ou a população civil toma as rédeas da própria vida coletiva e geral e cria o bem viver, sem mediações ou ficaremos no limbo, no pântano da politica partidária como centro, quando ela é a borda e houve uma inversão terrível de valores neste sentido. Todo poder para o Povo significa poder para os conselhos populares e maior, mais abrangente e cada vez mais agudo controle social, isto que a Constituição de 1988 prescreveu, mas a sociedade brasileira ainda não se organizou, nem se medicou.

O messianismo e o coronelismo estão de mãos dadas segurando as correntes que nos prendem. Os pastores e os traficantes estão de mãos dadas segurando as correntes que nos prendem. Também estão de mãos dadas segurando as correntes os bancos, os empresários e os partidos politicos "subservientes" destas que são forças econômicas mas não forças produtivas ou detentoras de pulsões vitais fundantes da vida nas cidades. 

Obviamente, os Conselhos Municipais, Estaduais e Federais precisariam ser refundados e desburocratizados, passar por uma limpeza ética e se afastaren do jogo narcisico pelo poder. Tudo precisa ser refundado! Ás vezes penso se deste processo de destruição do Brasil, não surgirá algo inédito e impensável que finalmente poderemos chamar de Brasil, algo que se parecerá com um enorme, maravilhoso  e  inextinguivel Quilombo.

Afropress – Como vê o avanço do fundamentalismo religioso, de caráter neopentecostal, especialmente, no Brasil?

MA - Vejo como um fruto da desigualdade e da miséria educacional. Se fossem de fato uma força social com bases na cultura da religião não haveria a bancada evangélica, tampouco a perseguição aos terreiros de umbanda, candomblé e catimbó. Seguiriam o humanismo profundo de seus preceitos, no fundo, altamente revolucionários como "Amai-vs uns aos outros" e   "O Reino de Deus está dentro de vós"; este vós é o outro, a alteridade que se funda a partir de uma abertura para a singularidade que se expande até o outro para poder ser; isto está em filósofos como Levinas, Espinosa, Floresnki e Edith Stein, que deveriam ser lidos nos cursos de teologia das igrejas evangélicas. 

Outra coisa, esta ligação eidética entre igrejas evangélicas e biqueiras, é algo a ser estudado. Vejo também o puritanismo evangélico como uma das molas propulsoras do protofascismo, que é a ideologia da bancada evangélica, com raras exceções sem voto ou vez. O resto é os pastores combaterem a sede de poder, o narcisismo e a hipocrisia em suas próprias formações teológicas,  isto por si só, levaria ao fechamento de várias igrejas e/ou as desvulcularia das legendas partidárias.

Não podemos esquecer do trabalho social de algumas igrejas, mas ele vem acompanhado de uma ideologia lobotômica que é incompatível com a verdadeira fé-ideologia digamos, cristocêntrica. Posso falar sobre essa questão com propriedade pois já fui evangélico. Você sabia que Gilberto Freyre era batista? Quem dera que todos os pastores independente da seita ou facção religiosa que seguem, tivessem um décimo de Gilberto Freyre em suas almas. Mesmo com todos os equivocos a obra de Freyre é importante, pelas questões que ela levanta, que tratam indiretamente, dessa varanda, inclusive dessa varanda da CASAGRANDE chamada CONGRESSO NACIONAL . Não sei se respondi bem suas questões.

Agradeço pelas perguntas. Um forte abraço. Mano e até breve!


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