23 de Outubro de 2018 |
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Conceição Vercesi, de Botucatu, fala sobre Diversidade
18/09/2018
Precisamos falar sobre as eleições. Antes que seja tarde.
Da Redação

Faltam menos de 20 dias para as eleições de 07 de outubro. O Brasil se encontra na sua pior crise, econômica, social e política, com ameaças concretas de transbordar para uma crise institucional. Nunca estivemos tão próximos ao abismo.

Estas não são eleições comuns. O que está em jogo é mais do que o seu voto: é a democracia que está ameaçada por uma chapa formada por um capitão da reserva e por um general truculento, que querem transformar o país em um quartel e impor a ordem unida aos brasileiros. O retorno à ditadura militar é o que defendem, com os horrores de um regime de desrespeito às liberdades democráticas, tutelado pelos quartéis.

Ambos são contra mulheres, negros, indígenas, gays - a maioria da população brasileira - e ameaçam encerrar o período mais longo de democracia (mesmo essa precária) que tivemos sob a República.

Por conta de tudo isso têm o maior índice de rejeição - mais de 44% -, mas estão em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto com mais de 26% das preferências. Para tumultuar ainda mais a situação, o candidato que lidera a chapa, foi atacado por um louco e convalesce no Hospital Alberto Einstein, em S. Paulo.

O ex-prefeito paulistano, Fernando Haddad, indicado a dedo pelo ex-presidente Lula, o mesmo dedo que indicou a desastrada Dilma Rousseff, é também o segundo em rejeição. Da prisão em Curitiba, onde cumpre pena de 12 anos e um mês por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, Lula dá as cartas. Bolsonaro/Mourão e Fernando Haddad/PT são adversários que se retroalimentam. Um sabe que só tem chances de vencer num segundo turno se disputar com o outro. 

Numa situação como essa, um líder popular que tivesse um mínimo de respeito pelo país e pelo seu povo, seria um ponto de unidade das forças democráticas, progressistas e de esquerda. Diante do perigo, não vacilaria em apoiar o candidato com melhores chances de unir esse campo.

Mas, não Lula - que nunca foi de esquerda - muito menos o petismo, que há muito deixou de ser um partido político (jamais fez autocrítica pela corrupção sistêmica e pelo desastre em que nos encontramos) e passou a ter comportamento de uma seita dedicada ao culto à personalidade de um único líder.

O ex-governador do Ceará, CIRO GOMES, precisa passar para o segundo turno porque é o único capaz de vencer a chapa militar, conforme comprovam as pesquisas de intenção de votos. Caso isso não ocorra, o povo ficará numa espécie de corredor polonês em que terá de escolher entre quem quer dar o golpe - Bolsonaro/Mourão - e quem já foi escolhido para ser o pretexto do golpe - Haddad, que pulou do zero para o segundo lugar apenas porque Lula mandou votarem nele.

Aliás, que tipo de militante é esse que vota em quem Lula manda? Voltamos aos tempos da Velha República, ao novo modelo do voto de cabresto, dos tempos em que se votava em quem os coronéis mandavam?

Muita gente boa e até alguns que se dizem intelectuais de esquerda, se desconectaram da realidade, perderam completamente o senso e a noção do papel que estão representando perante a história em pleno século XXI.

É muito simples, mas é muito grave e muito sério.

Se Lula e o petismo transformado em seita de devotos não consegue enxergar o perigo que todos corremos, façamos nós a unidade pelo voto das forças que podem derrotar a extrema direita civil-militar já no primeiro turno.

Preparado, competente, sem qualquer envolvimento com a corrupção sistêmica após 38 anos de vida pública, CIRO é o único que pode fazer a transição e tirar o país do atoleiro em que se encontra, além de ser também a única alternativa para impedir a tragédia do encerramento do mais longo ciclo da democracia já vivenciado na República. Confira a mais recente entrevista ao Jornal da Globo.

https://www.youtube.com/watch?v=_I0PSbyfo4s&feature=youtu.be

Ao contrário do que pregam alguns tolos, analfabetos democráticos, a crise nas democracias se resolve com mais democracia, jamais com intervenções militares e ditaduras.

CIRO PRESIDENTE - 12

 


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