15 de Novembro de 2018 |
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21/10/2018
Mãos sujas de sangue
Editorial

Há um profundo erro e um enorme equívoco considerar essas eleições como quaisquer outras. A mídia está tratando assim, os jornalistas/analistas (em especial, os da GloboNews) se comportam como se estivéssemos numa situação de normalidade. Fala-se em corrida eleitoral, há quem insista em convidar o candidato extremista para debates.
 
O lulismo e o petismo, mais uma vez, depois da responsabilidade que tem pelo monstro que está criado e criou autonomia própria, mostram-se totalmente despreparados para enfrentar a onda fascista.
 
Não se estranhe se domingo (28/10), confirmada a derrota conforme indicado pelas pesquisas, vejamos o Haddad ligando para o extremista para cumprimentá-lo pela vitória. Não estranharia, embora, seja essa mais uma traição.
 
Não, esta não é mais uma eleição. Esta pode ser a última.
 
Quem age como se esta fosse apenas mais uma eleição e cobra a presença do candidato em debates, é, no mínimo, um ingênuo. Extremistas não participam de debates.
 
Veja o poema do titã Arnaldo Antunes, alarmado com a situação.
 
 
As regras eleitorais não se aplicam a esse tipo de gente. Bolsonazistas (por favor, parem de chamá-los de bolsonaristas, SÃO BOLSONAZISTAS), se comportam como uma horda insana à caça de inimigos. Nem mesmo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi poupada da invasão da horda. Nem o "Outubro Rosa": associaram o rosa ao comunismo, o que dá bem uma idéia da ameaça que temos pela frente.
 
Esta não é uma situação de normalidade.
 
Veja a ameaça explícita do filho do candidato, que ameaça fechar o Supremo Tribunal Federal (STF).
 
 
Estamos assistindo, muitos, passivamente, a ascensão da extrema direita no Brasil, truculenta, violenta, terrorista e muito perigosa, que usa a democracia para destruir as regras da democracia. É grave, é muito sério e nenhum de nós pode antecipar o que acontecerá, a partir daqui.
 
É certo que, se eleito, o candidato extremista utilizará a base fascista que tem na sociedade para desencadear uma onda de terror e violência jamais vista no Brasil. Pessoas de esquerda, não necessáriamente petistas e ou lulistas (inclusive os que se opõe ao lulismo e ao petismo), mulheres, homossosexuais, pobres e negros, serão as vítimas preferenciais de milícias dos apoiadores do cavaleiro das trevas, que não vão sair, já saíram das tocas, do monturo onde estiveram ao longo dos tempos.
 
Veja a invasão promovida por bolsonazistas a reunião da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
 
 
Quem não concordar com eles, será imediatamente tachado de esquerda, comunista, socialista, petista, pela ordem, uma espécie de macarthismo retardado. E nós todos viraremos alvos.
 
Estamos diante de uma onda de histeria coletiva perigossíssima que já provocou mortes, e que poderá, uma vez, confirmada a vitória, espalhar o terror e o pânico pelo país.
 
Veja o que diz o professor Luis Eduardo Soares, um dos autores doTropa de Elite.
 
 
Pense nisso, antes de sujar suas mãos com o sangue de inocentes.
 
 
#DemocraciaSempre
#Haddad13

 


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