22 de Julho de 2019 |
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Racismo explícito do ex-conselheiro do Santos. Ouça.
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05/05/2019
Parem o PAC Man!
Douglas Martins de Souza

É advogado, ativista do movimento negro, ex-secretário-adjunto da SEPPIR

Primeiro ato da tirania: banir a filosofia

Bolsonaro não é apenas um destrambelhado. Ele é a autosabotagem personificada. Em seu governo nada ficará de pé. Embora o eleitorado manipulado tenha confundido política com uma sala de cinema, pagando para assistir um filme trash apenas para rir das bizarrices, da mediocridade da direção, dos sofríveis efeitos especiais, do roteiro, dos atores canastrões etc., tudo isso é real. Estamos num país que vai se arruinando a cada minuto, a cada segundo, numa viagem vertiginosa ao fundo do inferno das perversões. Trata-se do poder dos pervertidos orando de bíblia e escopeta nas mãos.

Pense em algo estúpido, muito estúpido. Esse governo já fez ou está em vias de fazer. Bolsonaro é o “pac-man” da combalida sociedade brasileira posto em seu sistema nervoso central para de lá sair comendo tudo: direitos trabalhistas, previdência, educação, saúde, florestas, índios... Tudo.

Em seu entorno um exército de “pacs” de boquinha nervosa rolando pelo país. Para entender esse pesadelo é preciso fixar bem o sentido de “ruína” neste momento. O sucesso do governo Bolsonaro é a ruína do país. Ele existe para NEGAR o Brasil.

Pela ruína trabalha incansavelmente. É um governo com a função (ou missão, para usarmos um termo da caserna) de entregar a sociedade brasileira à drenagem voraz do capital financeiro daqui e de fora. O brasileiro com algum poder ou dinheiro está convencido de que sanguessugas são o melhor para saúde. Se for preciso destruir tudo, que se dane! Ninguém acreditaria que um país com mais de duzentos milhões de habitantes pudesse ser “inspirado” por um asno filosofante radicado em Virginia. Mas isso tudo entra no pacote do delírio.

Nesse momento a sociedade brasileira está dividida entre incrédulos e dopados. Se você não está incrédulo, tá doidão. O Brasil incrédulo está aflito para que os outros parem de se drogar. A viagem está custando caro e o revertério virá. Como toda viagem na droga pesada, a gente pode simplesmente não voltar.

O prefeito de NY acaba de mandar um sinal: parem este insano! Parem o Pac-Man! Luiz Nassif começou uma campanha pelo impeachment. Safatle lembrou, a propósito do coice na filosofia, do direito dos povos se insurgirem contra tiranos. Não há como deter o pac-man sem insurgência.

Ou seremos devorados, todos, até o “game over”.

 


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