21 de Março de 2019 |
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14/03/2019
No Brasil e no mundo, só uma pergunta: quem mandou matar Marielle Franco?
Da Redação, com informações das Agências e de Edson Cadette, de Nova York

S. Paulo/Rio/Nova York/EUA - Milhares de pessoas se reuniram ontem nas principais capitais do país - e em algumas cidades do mundo como Nova York, nos EUA, Lisboa, em Portugal, Buenos Aires, na Argentina e Ferrara, na Itália - para lembrar a passagem do primeiro ano da morte da vereadora carioca Marielle Franco, e do seu motorista Anderson Gomes, ambos assassinados no dia 14 de março de 2017. Marielle se transformou em símbolo no Brasil e no mundo da luta por Justiça e contra a impunidade.

Em S. Paulo milhares de pessoas, munidas de cartazes, faixas e camisetas com o rosto da ativista participaram do ato de protesto na Praça Osvaldo Cruz, na Bela Vista, para lembrar a morte de Marielle e cobrar respostas das autoridades.  O ato continuou com uma passeata pela Avenida Paulista. 

Esta semana dois ex-policiais integrantes de milícias cariocas - Élcio Queiroz e Ronnie Lessa - foram presos, acusados de serem os executores do crime. Um deles - Lessa - era vizinho do presidente Jair Bolsonaro num condomínio na Barra da Tijuca.  No ato de S. Paulo os manifestantes cantaram a paródia de um sucesso dos antigos carnavais: "doutor, eu não me engano, o bolsonaro é miliciano".

No Rio, uma missa que reuniu parlamentares do PSOL e familiares de Marielle marcou um ano do assassinato de Marielle e de seu motorista Anderson Gomes. A Praça da Cinelândia ficou lotada de manifestantes exigindo respostas e punição para os assassinos e mandantes da execução de Marielle.

Em Nova York, manifestantes norte-americanos, brasileiro e de vários países se reuniram nas escadarias de acesso à biblioteca do campus da Universidade Colúmbia, para homenagear Marielle e existir resposta das autoridades brasileiras a uma pergunta que se tornou central após a prisão dos dois ex-policiais acusados de serem os executores da vereadora e do seu motorista: "quem mandou matar Marielle?"

Segundo relata o blogueiro Edson Cadette, de Nova York para a Afropress, o tom das manifestações nas escadarias em Nova York foi de indignação e nas falas foi destacado que "Marielle lutava pela humanidade dos mais vulneráveis e por uma democracia plena e contra o racismo presente diáriamente nas vidas de milhões de brasileiros".

Uma estudante brasileira do Curso de Doutorado e Antropologia, da Universidade Columbia, que pediu para que seu nome fôsse mantido em sigilo, esteve presente e destacou que "mulheres como Marielle não morrem por acaso. A luta continua", destacou a estudante.


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