22 de Abril de 2019 |
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08/04/2019
Em Nova York Boulos cobra: Quem mandou matar Marielle?
Da Redação, Edson Cadette

Nova York – Em palestra na Universidade Colúmbia, em Nova York, o ex-candidato do PSOL à Presidência da República, Guilherme Boulos, repetiu, na última sexta-feira (05/04), a pergunta que ecoa em todo o mundo: quem foram os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes. Os dois acusados - um dos quais era vizinho do presidente Jair Bolsonaro - já estão presos, porém, não se sabe quem foram os mandantes da execução. 

Após a palestra, Boulos falou com o blogueiro Edson Cadette, colaborador voluntário de Afropress.

Edson Cadette - O que o PSOL tem feito para atrair futuras Marielles ao Partido?

Guilherme Boulos - Olha, o PSOL tem feito um trabalho de base importante. Por exemplo: no RJ sobretudo nós conseguimos eleger três deputadas Estaduais que trabalharam com a Marielle, inclusive se formaram com ela. A Renata, a Monica e a Dani Monteiro. Conseguimos também eleger duas deputadas federais negras, as duas amigas da Marielle, a Talira e a Áurea Carolina, uma delas, inclusive, do Rio.

Temos nos aproximado mais das comunidades. O Partido se coloca de portas abertas. O Partido se organiza através da base dos movimentos sociais para ter cada vez mais vozes de atores e atrizes para fazer oposição política a Bolsonaro.

EC - Direitos Humanos, Direitos Civis e Liberdade Civis no Brasil se tornaram algo extremamente negativo. Por que está visão atual no Brasil?

GB - Por se construiu um discurso meio alucinado de que a violência é algo positivo. Se construiu um Cultura da violência, que despreza os Direitos Humanos. Passa por cima da Democracia em nome do grito, do ódio e da agressão. O Bolsonaro é a expressão. Talvez ele seja o representante máximo desta cultura hoje no Brasil. Assim como todo devaneio e todo pesadelo um dia ele acaba. As pessoas já começaram a perceber o que esse discurso representa e a que ele leva. Esta Cultura está começando a ser questionada com cada vez mais força no Brasil.

EC - Na sua opinião qual foi o papel da grande mídia na eleição passada? Você acredita que ela contribuiu imensamente para eleger Bolsonaro?

GB - Eu acho que de algum modo ao fortalecer a cultura da política, ao fazer a perseguição atroz que fez ao Lula e de algum modo dar espaço para que um fenômeno como Bolsonaro fosse visto de uma maneira positiva, acredito sim que alguns setores da mídia contribuíram para sua vitória.


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