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Manifestações em todo o país pelo Dia da Consciência Negra
18/10/2018
Negros paulistas reiteram apoio a França e entregarão documento com demandas
Da Redação

S. Paulo/SP - Lideranças negras de S. Paulo, de diferentes origens partidárias e alguns sem partido, se reuniram na noite desta quarta-feira (17/10) no comitê da Avenida Indianápolis, para manifestar apoio ao governador Márcio França, do PSB, no segundo turno, e discutir as propostas que serão entregues em documento com as demandas da população negra. 

S. Paulo é o Estado com maior população negra do país em números absolutos - cerca de 15 milhões de afro-brasileiros, o equivalente a 34,6% da população total. Segundo levantamentos da Justiça Eleitoral são cerca de 7 milhões de eleitores, que poderão decidir a eleição, especialmente, porque as pesquisas mais recentes mostram um empate técnico entre França e o ex-prefeito tucano, João Dória - 48% e 52%, respectivamente.

A conversa com França deve acontecer já na próxima segunda-feira (22/10), às 19h, quando o governador participa de um grande Encontro para tratar de Educação, Esportes e Turismo, no Centro do Professorado Paulista, na Avenida Liberdade, centro de S. Paulo.

Coligação Negra

A reunião, coordenada por Jairo Júnior (JJ), membro  da coordenação estadual da campanha, contou com a presença de lideranças históricas como o ex-presidente do Conselho da Comunidade Negra, Eduardo de Oliveira; da candidata ao Senado pelo MDB, a sindicalista Cidinha da Silva, do líder da corrente Novos Rumos, Enéas Santos; de Rosemar Lopes (Barack Obama), liderança negra com experiência em outras campanhas; do jornalista Dojival Vieira, da Agência Afropress e que representou também a Washington Andrade , do Portal Áfricas e a mídia negra; de Alexandre Magno, presidente da União das Escolas de Samba de S. Paulo (UESP); de Julião Vieira, da executiva nacional da Unegro (União de Negros pela Igualdade); do ex-deputado Abdo Hadade, representando a campanha do candidato do MDB, Paulo Skaf; e de líderes evangélicos como Gilson de Souza, da Igreja Mundial do Reino de Deus, e João Martins, da Igreja dos Mórmons.

A candidata ao senado Cidinha da Silva, que obteve quase 600 mil votos, destacou a importância de uma pauta a ser entregue a Márcio França para selar o compromisso com a população negra paulista e garantir a vitória. 

O jornalista editor de Afropress disse que França "é a alternativa para garantir a correção de injustiças conhecidas na máquina do Estado e abrir espaço a adoção de políticas afirmativas e de inclusão que garantam a participação efetiva de setores que vem sendo históricamente discriminados".

Por sua vez, Enéas Santos, enfatizou a importância da criação de espaços como uma Secretaria que garanta a transversalidade das políticas públicas voltadas para a população que históricamente é alvo do preconceito e da discriminação.

Agenda

O ex-presidente do Conselho da Comunidade Negra, Eduardo de Oliveira, lembrou que desde o governo Montoro, em 1.983, os negros de S. Paulo esperam uma maior participação e protagonismo na máquina administrativa. À época, ele lembrou, Montoro prometeu que os negros ocupariam três secretarias, uma das quais a da Justiça, que o ex-governador pretendia entregar a Esmeraldo Tarquínio, ex-prefeito de Santos, cassado antes de tomar posse por ser negro.

O presidente da UESP, Alexandre Magno, destacou a importância de uma agenda com França. “É preciso uma agenda que, de fato, faltou na campanha. Essa pauta para discutir as questões do negro é muito importante. Márcio França vai governar para todos e nós precisamos estar juntos”, destacou.

Julião Vieira, por sua vez, disse que, diante da polarização do quadro político e eleitoral no Estado, só há uma saída para a população negra paulista: “Márcio França é a nossa alternativa para a vitória”, finalizou.

 

 


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