A campanha contra o juiz Sérgio Moro, lançada pelo lulopetismo, cumpre um papel preciso: acabar com a Operação Lava Jato, livrar Lula de uma prisão iminente, afastar a ameaça que paira sobre políticos no Congresso – em especial, Renan Calheiros e Eduardo Cunha -, e soltar os empreiteiros como os donos da Odebrecht e da OAS, empresas envolvidas até o pescoço no escândalo de corrupção e nas reformas do triplex do Guarujá e do sítio de Atibaia.

É revelador que todos os que agora bradam contra os "abusos" de Moro, não digam uma única palavra, calem de forma cínica e conveniente, sobre os crimes sobre os quais Lula e comparsas são suspeitos.

São os mesmos que desencadearam a mesma campanha sórdida e racista contra o ministro Joaquim Barbosa, no caso da condenação dos “mensaleiros”. Em privado, Lula e seus devotos diziam coisas de corar o mais empedernido racista. Nos blogs pagos patrocinados por estatais, em especial, Paulo Henrique Amorim, Luis Nassiff e Renato Rovai, desencadearam uma campanha com objetivo de desconstruir o ministro relator da Ação Penal 470, o caso mensalão, que condenou a cúpula do petismo, entre os quais José Dirceu (não por acaso agora preso no "petrolão"), José Genoínio e Delúbio Soares – o sucessor de João Vacari Neto, não por acaso, agora também preso pela Operação Lava Jato.

Se o juiz Moro se excedeu do ponto de vista processual – e até é possível que isso tenha ocorrido em algum momento, porque juízes erram, o que não significa, necessáriamente, que façam parte de alguma conspiração como pretendem os lulopetistas de plantão – isso não anula a gravidade dos sucesssivos escândalos, da corrupção tão escandalosa quanto escancarada.

Nos áudios, capturados por decisão judicial, além de demonstrar total desprezo pelas instituições do Estado Democrático de Direito, incluídos os juízes da Suprema Corte do país, a quem se referiu como "covardes", Lula conspira abertamente para abortar as investigações da “Republica de Curitiba” a quem, confessadamente, teme.

Para abuso de juízes há remédios. Por que os “juristas” de plantão, não representam contra Moro junto ao Conselho Nacional de Justiça, junto ao STF, a instância superior, se consideram tão graves os erros processuais do juiz?

Está mas claro do que água limpa, o que pretendem os devotos do lulopetismo e “aliados” que ainda se fantasiam de "esquerda" para defender o indefensável: a corrupção e a roubalheira responsável pela quebra da Petrobrás, pelos "mensalões" e "petrolões".

A esquerda brasileira, jamais e em tempo algum, fez a defesa tão desavergonhada e cínica do maior escândalo de corrupção da história do Brasil. Registre-se, que nos tempos da “guerra fria”, acusava-se a esquerda de tudo, ou quase tudo, inclusive de “comer criancinhas”, nunca de corrupta.

Combater corrupção não é bandeira de classe média, como alguns pensam. A corrupção é um crime, sobretudo contra os mais pobres, porque impede-os de ter acesso a escola, hospitais, transportes dignos. O dinheiro que deveria ir para os serviços públicos, vai para o bolso dos ladrões do erário.

No futuro, as novas gerações que surgirão na luta por um Brasil justo e solidário, olharão para esse momento e para o papel que essa "esquerda" sob o comando de Lula, Rui Falcão, Okamoto, Odebrecht, OAS,  blogueiros de estimação pagos com dinheiro público, "juristas" de encomenda e devotos de todas as vertentes, e sentirão vergonha. Sim, é essa a palavra: VERGONHA, é o que sentimos hoje todos os cidadãos que não confundem a luta por democracia com a defesa envergonhada e cínica da corrupção e da bandalheira.

Dojival Vieira