Meus amigos, quero contribuir com este espaço para dizer que hoje, em São Paulo, e no mundo se discute a questão da Letalidade. Osvaldo Jose Zaratini, 32anos, que foi refém e após sair do carro, recebeu diversos disparos vindo da polícia, e Jose Guilherme da Silva, 20anos, morto dentro de uma viatura em Limeira pela força Tática da PM e que estão alegando suicídio São casos como estes que tornam o tema relevante à discussão.

Entidades ligadas à proteção dos direitos humanos publicaram um estudo a respeito do aumento da letalidade das polícias paulista e carioca, principalmente, no que tange aos confrontos chamados de “resistência seguida de morte”.

O relatório contém 134 páginas e intitula-se “Força Letal: Violência Policial e Segurança Pública no Rio de Janeiro e em São Paulo”.

Foram examinados 51 casos em que policiais executaram supostos criminosos e alegaram a resistência dessas pessoas à prisão. As provas forenses, em cerca de 70% desses casos, não eram plenamente compatíveis com a versão alegada pelos policiais.

O número de homicídios em São Paulo é menor do que no Rio de Janeiro, entretanto, há um aumento, de 57% de mortes causadas pela Polícia Militar na capital paulista em relação ao mesmo período do ano passado. Porém, o problema nas duas cidades é o mesmo: a polícia é mais violenta do que eficaz.

O Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana do Estado de São Paulo (CONDEPE) criou uma comissão que cuidará dessas situações e que dará resposta às vitimas, familiares de vitimas e sociedade quanto a questão do aumento da letalidade da Polícia paulista.  

 

Luiz Carlos dos Santos