A senadora negra Marina Silva (PT-AC), ambientalista de renome internacional, que ocupava o Ministério do Meio Ambiente desde janeiro de 2003, encaminhou carta ao Presidente Luiz Inácio, solicitando sua demissão da pasta em caráter irrevogável e irretratável. A ex-ministra disse que sómente ao Presidente da República explicará as razões de sua demissão, mas não precisamos puxar muito pelo raciocínio para entender que a senadora acreana, referência internacional na luta ambiental, premiada pela ONU, não estava suportando mais as pressões de grupos inescrupulosos na busca de lucro imediato com o desmatamento da Amazônia, da falta de interesse do governo Lula sobre os interesses ambientais e dos lobbies que permanentemente lutaram para que mudasse sua conduta no ministério principalmente quanto uma política ambiental de preservação da Amazônia e a indicação do neo-brasileiro Mangabeira Unger para gerir o Plano de Amazônia Sustentável defendido pela ex-ministra, mas torpedeado por interesses inconfessáveis nos porões e nas cercanias do Poder em Brasília e na região Centro-Oeste do país.
A demissão de Marina Silva, que teve uma gestão imaculada na pasta do Meio Ambiente nos leva a reflexão de como é importante ter na mente nos dias de hoje, principalmente em relação no atual governo, o lema dos mineiros Inconfidentes: Libertas Quae Sera Tamen.
O artigo originalmente é “No dia 13 de Maio de 2008, a libertação da Senadora Marina Silva das artimanhas do Poder”.

Antonio Lúcio