No ano passado, quando recebi as primeiras informações do Gabinete do Senador pelo Estado americano de Illinois, sobre a possível inscrição de Barack Obama como pleiteante a indicação de seu nome como candidato a Presidente dos Estados Unidos da América e tive a ousadia de fazer uma pequena citação sobre o assunto em um dos meus escritos, foram inúmeras as manifestações por mim recebidas, algumas afirmando que “sonhar não paga imposto” e outras demonstrando a esperança de que a comunidade negra afro-americana estava próxima de ver realizado o sonho do líder negro Martin Luther King Jr.
Barack Obama saiu em campo para mostrar aos seus conterrâneos negros, brancos, asiáticos, latinos, filhos naturais ou naturalizados que vivem e trabalham na Pátria de Tio Sam, que um negro pode chegar com dignidade a Presidência da Nação Americana e passando da palavra manifestada no decorrer dos anos por Jesse Jackson e outras lideranças negras americanas menores, sem qualquer demérito, iniciou seu trabalho de conquista dos delegados do Partido Democrata visando à efetivação do seu nome como o candidato do partido nas eleições de novembro vindouro, após a realização das eleições primárias que se realizam em todos os Estados americanos até junho.
Passadas as emoções do primeiro impacto, quando o senador negro obteve sua primeira vitória nas primárias de Iowa , mesmo com a descrença de alguns de seus seguidores de que tudo não passava de um balão de ensaio, a continuidade das vitórias de Barack Obama continua, como demonstraram não exatamente nesta ordem as primárias de Idaho, Dakota do Norte, Minnesota, Connecticut, Carolina do Sul, Louisiana, Kansas, Missouri, Colorado, Utah, Alabama, Geórgia, no Estado de Illinois, que representa no Senado Americano, os 72% de votos no Alaska e a massacrante vitória (88%) em Washington representaram a injeção de ânimo que sua campanha necessitava para seguir rumo a vitória sobre Hillary Clinton.
É de se ressaltar que a espetacular vitória em Washington com maioria de população negra, foi um “por que não te calas” nos pessimistas e derrotistas negros que não consideram Obama como um autêntico afro-americano, embora nascido lá, filho de pai Queniano e mãe branca, pois a maioria dos irmãos de raça estão levando a ferro e fogo a máxima sempre usada nas lutas de afirmação racial e no contexto da sociedade norte americana de que “filho de casamento misto nascido às 18h00 e 01 minuto é negro ou negra sim”. E PONTO FINAL.
OBAMA NA MÍDIA BRASILEIRA
Superdelegados
Se as primárias que restam para os democratas – entre elas várias consideradas “chaves”, como as da próxima terça-feira (12) em Maryland, Virgínia e em Washington DC e depois em Estados fortes, como Texas, Ohio e Pensilvânia – continuarem dividindo delegados entre os dois pré-candidatos, o futuro pode ser sombrio.
Nesse caso, os analistas apontam a possibilidade de que os superdelegados – 796 membros do partido que votam na convenção nacional sem terem sido escolhidos nas prévias – fiquem responsáveis por decidir o candidato.
Os superdelegados são membros do aparelho do partido tanto nos diferentes Estados quanto em nível nacional. Entre eles, há, por exemplo, os ex-presidentes.
A possibilidade de os superdelegados, e não os votos das primárias e “caucus”, decidirem a candidatura democrata gera preocupação entre muitos democratas. (Folha de S. Paulo).
Se efetivamente Barack Obama for o candidato referendado pelo Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos da América, lá estaremos como Jornalista Internacional na qualidade de Observador Político do BUREAU POLCOMUNE e como Colunista da AFROPRESS- AGENCIA AFRO-ÉTNICA DE NOTÍCIAS, que tem como seu correspondente nos EUA o brilhante negro EDSON CADETTE para verificar “in loco” o exemplo de Democracia, que não discrimina, como sempre acreditamos e quem sabe ver concretizado o sonho do reverendo King: I HAVE A DREAM.

Antonio Lúcio