Brasília – Foi adiada para o dia 18/04, a audiência pública no Congresso para discussão do PL 73/99, da deputada Nice Lobão (PFL-MA), que reserva 50% das vagas nas Universidades Estaduais e Federais a alunos oriundos da Escola Pública, incluindo negros e indígenas. A audiência deveria ter ocorrido esta semana.
Por outro lado, a previsão de que o Projeto fosse votado entre os dias 11 e 13 deste mês está descartada: a votação só deverá ocorrer, segundo a previsão dos líderes dos partidos, entre os dias 18 e 20, se não houver mudanças na pauta.
As perspectivas mais otimistas não são animadoras em relação a aprovação da matéria na Câmara Federal. Segundo cálculos de lideranças que acompanham a mobilização em Brasília, o Projeto precisa ter maioria simples dos deputados, porém, alguns partidos, como o PFL e o PSDB são contrários, na quase totalidade de suas bancadas. Também há votos contrários nos partidos da própria base do Governo, o que torna a aprovação do PL 73 muito difícil, mesmo com a proposta da emenda negociada pela UNE, EDUCAFRO, ANDIFES e o auto-denominado Movimento dos Sem Universidade (MSU), que propõe a adoção de cotas no prazo de seis anos.
O líder da EDUCAFRO, Frei David Raimundo dos Santos, depois de se defender em entrevista a Afropress de críticas de lideranças do Movimento Negro que não aceitam o prazo de seis anos anunciado pelo Ministro Fernando Haddad como “consenso”, não fala mais sobre o assunto.
Por mais de 20 dias, a Afropress pediu, sem sucesso, que se posicionasse sobre o “consenso do MEC/EDUCAFRO/ANDIFES/UNE”. Frei David ignorou os pedidos de entrevista, embora não tenham diminuído suas aparições na grande mídia branca.

Da Redacao