S. Paulo – De cara nova e com a mesma linha editorial que a tornou a única Agência de Notícias no Brasil que produz conteúdo jornalístico focado na luta contra o racismo e a discriminação e na defesa de um Brasil com Justiça e igualdade para todos, a Afropress – Agência Afroétnica de Notícias -, entra em 2013 com um público leitor consolidado: de acordo com as estatísticas disponíveis, em 2012 cerca de 230 mil pessoas acessaram nossas páginas em vários países do mundo.

Segundo o editor, jornalista Dojival Vieira, o ano que começa – o oitavo em operação ininterrupta -, será o momento de enfrentar o desafio de tornar o veículo autossustentável, uma vez que desde que começou a operar em tempo real em junho de 2005, é mantido pela dedicação de um pequeno grupo de jornalistas e colaboradores, que trabalha voluntariamente.

“Vamos buscar junto às empresas comprometidas com a superação da discriminação no mercado de trabalho e com o respeito e a valorização da diversidade, junto às entidades e centrais sindicais e junto aos Governos, que devem começar a cumprir o Estatuto da Igualdade Racial, o apoio institucional necessário, ao menos para que possamos cobrir os nossos custos, que não são poucos”, afirmou.

Reforma e novo layout

Ele destacou o investimento feito com a reforma recente, que fez com que a Afropress se tornasse um portal, com layout moderno,  maior interação com leitores e destaque nas fotos e manchetes. “Fizemos uma reforma no layout sem sair do ar, trocamos o pneu com o carro rodando e considero que temos hoje uma Agência de Notícias, com padrões modernos e com a mesma credibilidade adquirida por uma linha editorial que não abre mão de fazer Jornalismo independente de Partidos e de Governos, quaisquer que sejam, e visceralmente comprometido com a defesa dos direitos da população negra brasileira”, afirma.

Com a reforma, implantada a partir da zero hora do dia 20 de novembro passado – Dia Nacional da Consciência Negra –, segundo o editor já é possível notar um aumento considerável do público leitor. “Recebemos manifestações e cumprimentos de leitores em várias partes do mundo que, no geral, aprovaram a reforma e gostaram do novo layout”, acrescenta.

Segundo o editor, a manutenção da independência da linha editorial é questão de princípio e tem sido responsável pela credibilidade adquirida pelo veículo. “Nosso único e principal patrimônio é a nossa independência editorial. Sempre estivemos por nossa própria conta. Acreditamos que a luta por igualdade e por democracia no Brasil só avançará na medida em que a inclusão da maioria da população brasileira, que é negra (somos 50,7% da população brasileira, segundo o IBGE no Censo 2010), for uma realidade e não esteja apenas nos discursos dos donos do poder no Brasil”, afirma.

A jornalista Dolores Medeiros, coordenadora de Redação, que tem no curriculum passagens pelas TV Record e Cultura, agora na Band, destacou a importância de um veículo como a Afropress para o Brasil. "O serviço que Afropress presta fazendo jornalismo focado nesse tema é essencial para o Brasil", afirmou.

Agradecimento 

O editor aproveitou para agradecer aos milhares de leitores da Afropress e aos colaboradores e colunistas que, voluntariamente, tem contribuído de forma decisiva para que o veículo se mantenha operando.

Ele destacou, em especial, o correspondente, em Nova York, Edson Cadette, que há seis anos mantém a coluna “Impressões de Nova York”, e Alberto Castro, que escreve de Londres.

“Estamos abertos a receber a colaboração espontânea de outras partes do Brasil e do mundo. Quero desejar um 2013 com muita saúde e prosperidade a todos (as), em especial, aos colunistas, colaboradores e leitores de Afropress”, concluiu.

Da Redacao