S. Paulo – A Afropress fecha o ano de 2010 – o quinto desde sua criação – com quase 230 mil leitores, o que representa um ganho de 37.375 leitores em relação a 2009, crescimento de 16,36%, conforme estatísticas da Rede Rits – Rede de Informações do Terceiro Setor, do Rio.
Foram exatamente 228.375 mil leitores, de acordo com os números do último dia de 2010, em 30 países do mundo nos cinco continentes. Em 2009, o número de leitores chegou próximo aos 200 mil – 191 mil, segundo as estatísticas da Rede Rits.
A marca de quase 230 mil leitores consolida a Afropress como a principal veículo de mídia On Line no Brasil, com atualização diária, e com foco em um jornalismo plural, independente e dinâmico. Em 2011, a Agência completará 6 anos desde que começou a operar em tempo real e de forma ininterrupta, em junho de 2005, na I Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
Segundo o editor e jornalista responsável, Dojival Vieira, a experiência é inédita em termos de uma Agência de Informações On Line que usa a Internet como instrumento estratégico de combate ao racismo, no espírito das Resoluções da Conferência Mundial contra o Racismo, a Xenefobia e a Intolerância Correlatas, realizada em Durban, em 2001, na África do Sul.
“Temos nos tornado uma fonte de informações para a grande mídia e queremos fortalecer essa relação de forma competente e qualificada. Também queremos estabelecer parcerias com as Faculdades de Comunicação, para que a Afropress se torne um jornal laboratório desses cursos, como exemplo de mídia focada na temática étnico-racial brasileira”, acrescenta.
A maior parte dos acessos ocorrem naturalmente no país (33,53%), segundo as estatísticas, porém, há uma grande quantidade – cerca de 50% – sem origem identificada. Nos demais países, há registro de acessos nos Estados Unidos (8,74%),Suiça (1,95%), Austrália (0,58%) e Portugal (0,52%) dos acessos de origem identificada.
As estatísticas registram ainda acessos à Afropress na China, Itália, Alemanha, Rússia, Senegal, Suécia, França, Espanha, Ucrânia, Angola, Dinamarca, República Dominicana, Noruega, Guatemala, Holanda, Grã Bretanha, Colômbia, Japão, Uruguai, Catar, Bélgica, Equador e Bolívia.
Planos
Para 2011, segundo a coordenadora de Redação, Jornalista Dolores Medeiros, a proposta é garantir que o projeto adquira condições de sustentabilidade. “Não há mais condições de continuarmos como estamos há cinco anos. Trabalhando de forma voluntária, sem qualquer apoio de Governos e ou de empresas, que se dizem comprometidos com a causa da diversidade e da igualdade. É preciso buscar esses apoios, sem que isso coloque em questão a independência do veículo, que é inegociável”, afirma.
Como parte desse esforço segundo a jornalista, a Afropress vai buscar estabelecer parcerias não apenas com entidades que trabalham a temática da Comunicação focada, mas também com entidades sindicais, empresas e com Governos.
Para isso vai utilizar possibilidades abertas com o Estatuto da Igualdade Racial – Lei 12.228/2010, que entrou em vigor este ano, que prevê o financiamento de iniciativas de promoção da Igualdade Racial, por parte do Poder Público, nas várias esferas com o “incentivo a programas e veículos de comunicação destinados a divulgação de matérias relacionadas aos interesses da população negra”.
Pirataria e vampirismo
A Afropress também vai enfrentar a prática da pirataria que vem sendo utilizada por alguns sites, que reproduzem material da Agência, matérias completas, inclusive com títulos sem qualquer relação formal de parceria e apenas mencionando a fonte, quando o fazem.
“Vamos enviar ofícios aos responsáveis por essas entidades, algumas das quais recebem apoio e tem financiamento de instituições e fundações internacionais. Terão um mês para formalizar parcerias em que assumam contrapartidas. Não vamos mais permitir que o nosso trabalho seja vampirizado por quem não tem conteúdo próprio, nem disposição ou competência para produzí-lo, e nem se preocupa em oferecer contrapartida pelo trabalho que fazemos. Sem relação formal de parceria, com a devida contrapartida, vamos acioná-las judicialmente e cobrar direitos autorais”, afirma o editor responsável, acrescentando que não se refere a Blogs independentes e a sites como o Via Política de Porto Alegre e outros, que tem relações de parceria com a Afropress.
“Nos referimos a quem tem apoio de fundações internacionais, vampiriza o nosso trabalho e não se dá sequer ao cuidado de estabelecer relação de contrapartida”, acrescenta.
Conselho Editorial e Prêmio
Também faz parte do Projeto Afropress em 2011 a formação de um Conselho Editorial, integrado por ativistas convidados, lideranças negras e antirracistas do movimento social, movimento sindical e da Academia, visando consolidar a vocação pela independência e pluralidade do veículo.
Entre as iniciativas previstas também está a criação do Prêmio Personalidades Negras de 2011, por meio de votação a ser iniciada no segundo semestre. O Prêmio será entregue no final de 2011, a personalidades que mais tenham se destacado por votação popular pela Internet nas mais variadas áreas de atividade. O formato e o critério serão divulgados no primeiro semestre.
O jornalista agradeceu a confiança dos milhares de leitores no mundo, em especial, os que procuram interagir enviando comentários, e aos articulistas e colaboradores que contribuem voluntariamente para que a Afropress continue um veículo referência de mídia focada no combate ao racismo e na superação das desigualdades sociorraciais no Brasil. “Quero agradecer sinceramente a todos e aproveitar para desejar um Ano Novo com muitas conquistas e vitórias”, afirmou.

Da Redacao