S. Paulo – A Agência Afroétnica de Notícias – Afropress – entra no seu terceiro ano atingindo a casa dos 300 mil acessos/ano, de acordo com as estatísticas fornecidas pela Rede Rits do Terceiro Setor, provedor em que a Agência está hospedada desde janeiro de 2.006. De janeiro até este domingo – penúltimo dia do ano – foram 280.980 visitas.
Considerando que no mês de fevereiro houve problemas técnicos que impediram a contagem e levando em conta a média mensal de acessos de 25.543, a Afropress fecha o ano atingindo a marca de 306.516 leitores, mais do que quatro vezes os números registrados em 2006 – cerca de 70 mil leitores.
Segundo o editor, jornalista Dojival Vieira, o número crescente de leitores é fruto do trabalho obstinado de uma pequena equipe que optou por fazer jornalismo de qualidade e com absoluta independência editorial. “Quero aproveitar para agradecer aos milhares de leitores da Afropress que são um incentivo para a continuidade do nosso trabalho sério e dedicado, feito em caráter absolutamente voluntário. Com eles, a Afropress criou um compromisso de levar informação de qualidade, com independência editorial e com pelo menos uma edição diária. Somos uma experiência bem sucedida no Brasil de que é possível – e necessário – fazer jornalismo focado na questão racial, tema que fará cada vez mais parte da agenda do nosso país neste século”, a firmou.
A jornalista Dolores Medeiros, coordenadora de Redação, falou dos desafios do trabalho desenvolvido. “Neste três anos, temos aprendido muito sobre jornalismo na web, por ser uma mídia relativamente nova. O pioneirismo da Afropress é duplo: fazer jornalismo com um foco específico e com uma linguagem “internáutica”. O desafio tem valido a pena. Nossas estatísticas são o pagamento e a prova da seriedade com que encaramos o trabalho”, acrescentou.
Acessos
O mês com maior número de acessos foi junho com 1.224/dia, seguido de Novembro – mês da Consciência Negra – com 1.082, e julho, com 1.040 acessos/dia. As estatísticas revelam que os acessos foram sempre crescentes: pularam de uma média de 511/dia, em janeiro, para 744 em dezembro, depois de alguns picos nos meses de junho, julho, agosto outubro e novembro.
Também informam que cerca de 70% dos acessos conhecidos são do Brasil, porém, é grande o número de leitores que acessam de países como Estados Unidos (10%), Alemanha (1%) e Portugal (1%). Os acessos cuja procedência não foram apurados pela estatística chegam a 19%.
Outros países como China, Canadá, Espanha, Franca, Suécia, Grã Bretanha, Venezuela, Moçambique, Angola, Argentina, Japão, Bélgica, Itália, Togo, Chile, Colômbia, México, Israel, Suíça, Noruega, Equador, Kenia, Austrália, Peru e Federação Russa, Cabo Verde, Turquia e Coréia do Sul respondem por 3% do número de acessos. O dado curioso é que aparecem na estatística leitores da Bósnia Herzegovina.
Colaboradores
O editor de Afropress também aproveitou para agradecer aos colaboradores que, periódica ou sazonalmente, escrevem artigos, e destacou o trabalho desenvolvido por correspondentes como Edson Cadette, colunista que há quase dois anos, a cada 15 dias, escreve para sua coluna “Impressões de Nova York”, e do jornalista Marcos Romão, que escreve de Hamburgo, na Alemanha. Cadette é um jovem negro da Zona Leste de São Paulo, que há 16 anos vive em Nova York. Romão é jornalista e militante histórico do Movimento Negro Brasileiro.
Entre os colaboradores colunistas também estão Sueli Carneiro, Nei Lopes, Maria Adelina Braglia, Vânia Penha-Lopes, Hamilton Borges Walê, Miguel Fernandes, Ariel de Castro Alves, Silvany Euclênio, Cidinha da Silva, entre outros.
Planos
Para 2008, os planos da direção da Afropress é fazer com que a Agência continue crescendo, fiel ao compromisso de fazer jornalismo com independência. Nesse sentido está previsto para o mês de fevereiro a entrada no ar da TV Afropress, via Internet, que ampliará a cobertura das questões ligadas à temática étnico-racial brasileira. Embora o projeto esteja praticamente definido, Dojival diz que faltam ainda alguns detalhes que serão definidos ainda no mês de janeiro para que a TV comece a operar a partir do estúdio que está sendo montado em S. Paulo.
O jornalista também ressaltou que o projeto de jornalismo da Afropress, não se confunde com a disputa política que ocorre no Movimento Negro. “Apesar de algumas pessoas, por pura ignorância, não compreenderem que temos como compromisso fundamental fazer jornalismo focado, ético, independente de partidos e de governos, e plural. Temos demonstrado que não confundimos a posição do veículo – que é sempre manifestada nos editoriais – com a postagem das notícias e publicação de artigos, cujo espaço tem sido aberto até mesmo aos desafetos, que nos atacam. Incomodamos porque fazemos jornalismo com independência. Na Afropress só não há espaço para racistas”, acrescentou.
O jornalista destacou que, além da informação de qualidade, a Afropress tem se engajado no apoio à causas como a defesa do Estatuto da Igualdade Racial, e na mobilização dirigida pelo Fórum SP da Igualdade Racial, responsável por ter colocado o projeto novamente em pauta na Câmara dos Deputados, e na mobilização da Parada Negra, que este ano reuniu mais uma vez milhares de pessoas na Avenida Paulista, no 20 de Novembro – Dia Nacional da Consciência Negra.

Da Redacao