Bauru/SP – Foram indiciados pela Polícia Civil de São Paulo os seis policiais militares de Bauru, que assassinaram sob tortura, o garoto negro Carlos Rodrigues Júnior (foto), de 15 anos, na sua própria casa, na presença mãe. Enquanto era torturado com choques elétricos (foram mais de 30, segundo a Perícia), a mãe ouvia os gemidos sem nada poder fazer.
Os assassinos são ainda acusados de abuso de autoridade, tortura e homicídio.
O inquérito, concluído pelo delegado Marcelo Haddad, da Seccional de Bauru, foi encaminhado à Justiça nesta sexta-feira (11/01).
Os assassinos são o tenente Roger Marcel Vitiver Soares de Souza, o cabo Gerson Gonzaga da Silva e os soldados Juliano Arcângelo Bonini, Maurício Augusto Delasta, Emerson Ferreira e Ricardo Otaviani. Todos estão presos temporariamente no presídio Romão Gomes, exclusivo para policiais militares.
Tortura e morte
O assassinato do menor – acusado de furtar uma moto – aconteceu no dia 15 de dezembro, em sua própria casa numa ação da Polícia Militar que, sem qualquer mandado invadiu a residência. Os PMs negam a acusação, porém, os exames da Perícia confirmam que a morte foi provocada pelas torturas – mais de 30 choques, inclusive no coração e nos órgãos genitais.
O Governo do Estado anunciou na semana passada que indenizará a família do adolescente.

Da Redacao