S. Paulo – A onda de ataques de criminosos nazi-racistas da organização White Power (Poder Branco), iniciada na segunda-feira na capital, se ampliou nesta semana para cidades como Jundiaí, Várzea e Campo Limpo, onde foram feitas durante a madrugada pichações contra negros, homossexuais, judeus e nordestinos. Pelo menos oito lugares foram alvos dos ataques – cinco em Várzea, dois em Jundiaí e um em Campo Limpo.
Na segunda feira, três membros da organização foram presos na Vila Mariana, zona sul de S. Paulo, quando pregavam cartazes atacando as cotas raciais e com ofensas à população negra. Dois dos acusados foram soltos, contrariando posição do Ministério Público. Um segue preso por ter passagem pela Polícia.
Durante a semana um salão de cabelereiros afro e um muro de uma fábrica de tecidos pertencente a judeus foram pichados, em Várzea, que fica a 63 km de S. Paulo. Segundo João Batista Braga, 21 anos, proprietário do Função Black, pichado com a suástica, o clima de medo se espalhou na cidade. “Os clientes estão com medo. Estamos com receio de trabalhar”.
A fábrica Advance, fábrica do ramo têxtil, de propriedade de uma família judia foi pichada com os dizeres “Fora judeus parasitas. O Brasil não é colônia de Israel”.
Na cidade de Jundiaí, a 60 km de S. Paulo, uma Igreja Evangélica – a Leão da Tribo de Judá – foi atacada por ter uma bandeira de Israel na porta. Os nordestinos também foram alvo do grupo nazi-racista que picharam o muro de uma casa na avenida Duque de Caxias em Várzea. “Fora nordestinos imundos”.

Da Redacao