S. Paulo – A presidente da Casa de Cultura da Mulher Negra de Santos, Alzira Rufino, que lidera um protesto nacional das mulheres negras contra cenas da minissérie JK, que está sendo exibida pela Rede Globo, contando a vida do ex-presidente Juscelino Kubtischeck, consideradas racistas e depreciativas a dignidade da mulher negra, não gostou da receptividade das ministras Matilde Ribeiro, da Seppir, e Nilcéa Freira, da Secretaria Especial das Mulheres.
“Minha impressão foi péssima. Um horror! As ministras não deram atenção ao caso. Respostas evasivas. Afirmaram que esse é um caso da sociedade civil. Disseram que já sabiam do fato e como a entrega foi oficial, iriam dar uma resposta oficial, não marcaram data para a referida resposta. Desinteresse total”.
A audiência das ministras com uma comissão do Movimento das Mulheres Negras aconteceu, na quarta-feira, 1º/02, em Brasília. Segundo Alzira, Matilde e Nilcéa prometeram marcar uma conversa com o responsável pelo Marketing da Rede Globo em breve. “Não sabemos quando irão dar uma resposta sobre essa conversa amigável”, concluiu.
Ela está propondo uma campanha de boicote a Globo com o título “Emudeça o Plin da Globo”, a ser desencadeada no dia 21 de março – Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, instituído pela ONU, com duração de 24 horas. “Se todos assumirem a campanha e mudar de canal ou desligar a TV, eles terão prejuízos junto ao Ibope. Já que dizem que somos minoria, seria uma forma de mostrar que temos força. Se não temos poder econômico, tempos poder de boicotar através de protesto, mexendo no bolso deles”. A outra data sugerida para o boicote é 25 de julho”
Também propõe o envio de e-mails em massa a Seppir, Secretaria das Mulheres, Folha de S. Paulo e Rede Globo como forma de ampliar a visibilidade do protesto das mulheres negras e indica os endereços eletrônicos para onde os protestos devem ser encaminhados.

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Da Redacao