Rio – Permanecem presos na sede do Comando Militar Leste, os onze militares envolvidos no assassinato dos três jovens negros, que desapareceram no sábado do Morro da Providência e apareceram mortos no aterro sanitário de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os nomes dos militares, que o governador Sérgio Cabral, chamou de “marginais” não foram divulgados.
Segundo o delegado da Polícia Civil, Ricardo Domingues, que apura o caso, os três jovens negros sofreram agressões e foram assassinados por traficantes antes de serem despejados na caçamba.
Os três – Marcos Paulo da Silva 17 anos, Wellington Gonzaga Costa, 19 e David Wilson Florença da Silva, 24 – detidos por militares do Exército que ocupam o Morro da Providência desde o ano passado e levados para o 1º Batalhão da Polícia do Exército, na Tijuca (zona norte do Rio).
Posteriormente os militares, segundo admitiram três envolvidos, os entregaram como “castigo”, aos traficantes do morro da Mineira, controlado pela faccção criminosa ADA (Amigos dos Amigos), que é rival do Comando Vermelho (CV) que controla a Providência.
Revolta
Nesta segunda-feira (16/06), após o enterro dos três jovens negros assassinados, no Cemitério São João Batista, tomaram as ruas e fizeram um protesto em frente a sede do Comando Militar do Leste. Em clima de muita revolta levavam faixas pedindo “Justiça”.
O governador Sérgio Cabral, que está em Berlim, na Alemanha, em missão oficial, disse que os militares são “marginais” que não honraram a farda do Exército Brasileiro”. “Eles estão apenas travestidos com a farda, portanto, devem ser tratados como criminosos”, afirmou. Os mandados de prisão, segundo o TJ, foram entregues na manhã desta segunda-feira ao delegado da 4ª Delegacia de Polícia (Central), Ricardo Domingues, que havia pedido ontem a prisão temporária dos militares. Os nomes dos militares não foi divulgado.

Da Redacao