S. Paulo – Em plena tarde de sexta-feira (02/02), numa das avenidas mais movimentadas de S. Paulo, dois assessores da cantora Leci Brandão – Edílson e Juliano – tiveram revólveres engatilhados apontados para suas cabeças ao serem parados numa blitz da Polícia Militar.
O caso ocorreu na Avenida Faria Lima, próxima a casa noturna Old Vick, por volta das 16h50, e provocou a revolta da cantora que quer falar com o Secretário de Segurança Pública e com o comandante da Polícia Militar paulista para pedir a identificação dos policiais e a punição por abuso de autoridade.
Segundo Leci, que está fazendo uma temporada de shows em S. Paulo, Edílson estava na direção de uma BMW, que lhe pertence, em companhia de Juliano, seu assessor e empresário, ambos negros. Um negro dirigindo uma BMW foi a senha para chamar a atenção dos policiais.
No carro havia CDs e discos de Leci e de nada adiantou, os dois avisarem que trabalhavam para a cantora e que estavam seguindo em direção ao teatro do SESC da Vila Mariana, onde aconteceria um show. Um policial branco, sem bigode, foi taxativo: “Não sei de show, não de nada. Mãos na cabeça”, afirmou. Durante todo o tempo eles foram mantidos com as mãos para trás e mantidos encostados na parede.
O constrangimento só terminou, quase uma hora depois quando os policiais perceberam que nada havia no carro. “Foi uma coisa racista mesmo”, disse Leci a Afropress.
O caso revoltou a cantora que denunciou o episódio durante o show e quer uma audiência com o Secretário de Segurança Pública e com o comandante da Polícia Militar de S. Paulo para pedir explicações.

Da Redacao