S. Paulo – O jogo entre o Palmeiras e o Atlético do Paraná, vencido pelo primeiro por 1 x 0, na noite desta quinta-feira (15/04) terminou na Polícia. O zagueiro Manoel, do time paranaense, acompanhado de advogados e dirigentes do clube, compareceu ao 23º Distrito Policial de Perdizes para registrar queixa por racismo.”O Danilo cuspiu em mim e me chamou de macaco. Ser chamado de macaco é a pior coisa que tem. Realmente eu pisei nele, porque eu estava muito chateado e faria novamente. Confesso que eu pisei, porque ele me chamou de macaco”, contou o jogador.
O caso foi enquadrado no art. 140, parágrafo 3º do Código Penal Brasileiro – “injúria qualificada por racismo”. Se condenado o jogador do Palmeiras pode pegar pena de um a três meses de prisão. Para que o inquérito se transforme em processo judicial, contudo, o jogador tem prazo de seis meses para apresentar a queixa-crime, porque se trata de ação penal pública condicionada – ou seja, depende de representação da vítima.
Testemunhas
Segundo Manoel, o goleiro Marcos, que viu tudo, pediu para que o caso não fosse levado adiante. “Todo mundo ali ouviu. O Marcos até pediu para não falar nada. Ele disse: ‘deixa isso de lado’, mas estou falando para que isso não volte a acontecer”, afirmou o jogador, nos vestiários do estádio Palestra Itália.
No vídeo divulgado pela Espn Brasil é possível ouvir Danilo dizendo “seu macaco do c…”.
O técnico palmeirense, o ex-zagueiro Antonio Carlos Zago, passou por episódio semelhante, quando defendia o Juventude, do Rio Grande do Sul, ao ser acusado pelo volante Jeovânio, do Grêmio da prática de racismo em campo, depois de uma jogada violenta.
O técnico desconversou. “Não sei o que aconteceu, até porque não conversei com o Danilo. Amanhã vamos ver o que fazer. Já vi até jogadores da raça negra chamarem um ao outro por esse nome (macaco). Então, cada um vê de uma maneira diferente. O que aconteceu comigo ficou arquivado no passado e estou aqui para falar da partida”, afirmou nos vestiários.

Da Redacao