S. Paulo – A cônsul americana, em S. Paulo, Michelle Kmpel Guzman estará presente no ato promovido pelo Movimento Humanista e pelo Movimento Brasil Afirmativo às 19h,na Câmara Municipal de S. Paulo (Viaduto Jacareí, 100 – Centro), para marcar os 40 anos da morte do líder negro norte-americano Martin Luther King Jr.
O ato pela não violência lembrará que Luther King, pastor batista e o principal líder do movimento de direitos civis nos EUA, era defensor da não violência. “Difundir esses ideais é uma tarefa urgente no mundo assolado pela violência. A violência hoje é generalizada: a juventude negra sofre diariamente, nas famílias a situação é gravíssima, isso sem falar nas constantes guerras e ameaças de guerras, a violência urbana crescente, devido à desigualdade e a discriminação”, afirma Fernanda Mendes, uma das organizadoras. O ato tem o apoio da vereadora Claudete Alves (PT/SP), única vereadora negra de S. Paulo.
O ato, marcado parara o auditório Sérgio Vieira de Melo, no 1º subsolo, terá a participação de vários líderes religiosos, entre as quais católicos, evangélicos, de matriz africana, islâmicos e da comunidade judaica e será iniciado com uma manifestação de boas vindas, por parte de representantes do Movimento Humanista, Movimento Brasil Afirmativo e mandato da vereadora Claudete Alves.
Às 19h15, falarão sobre “As raízes não-violentas das religiões”, representantes da Igreja Católica (Padre José Enes, do Instituto do Negro Padre Batista), de religiões de matriz africana (o jornalista Walmir Damasceno, Tata Katuvanjesi), dos evangélicos (a pastora Daniela Zeidan, do Movimento Negro Evangélico), dos Judeus (Centro da Cultura Judaica) e dos Islâmicos (Presidente do Conselho Brasileiro do Desenvolvimento Islâmico), farão exposições.
Em seguida, haverá a apresentação de vídeo sobre a história da Não-Violência, e às 20h, apresentação sobre dois líderes da não-violência – Ghandhi e Silo – por Beatriz Aguirre. Também será lida a mensagem de Silo. Às 20h30, o professor Eduardo de Oliveira, presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro, falará sobre Luther King e o Brasil. Antes, a cônsul americana falará sobre o Legado de Luther King.
O ato será encerrado, às 21h, com os presentes entoando o Hino à Negritude, do professor Eduardo de Olliveira.

Da Redacao