S. Paulo – Cerca de 1.500 imigrantes de vários países da América Latina, documentados e indocumentados, participaram do ato deste domingo na Praça Kantuta, bairro do Canindé, em S. Paulo, que marcou o lançamento da campanha nacional em defesa da cidadania para as comunidades de imigrantes.
Entre outros direitos, a Carta lançada defende o direito de votar e ser votado, Anistia para todos os Imigrantes e suas famílias, ratificação da Convenção da ONU sobre a Proteção dos Trabalhadores Imigrantes e suas famílias, uma nova Lei de Imigração justa, solidária e humanitária, na perspectiva universal e pelo livre trânsito e residência nos países do Mercosul e na Comunidade sul-americana de Nações.
O ato, organizado pelo Serviço Serviço Pastoral dos Migrantes com o objetivo de comemorar o Dia Internacional do Imigrante, contou com apresentações culturais e a presença do presidente da Comissão de Direitos Humanos, ministro José Gregori, de Oriana Jara, presidente da ONG Presença da América Latina, e de Lenira Ferreira, representando a Subprefeitura da Mooca, bairro de maior concentração da comunidade latina em S. Paulo.
Durante a manifestação foram ouvidos depoimentos de imigrantes de países como Peru, Chile, Equador e Colômbia. Segundo Paulo Illes, coordenador do Centro de Apoio ao Migrante, a proposta é intensificar a mobilização em defesa dos direitos dos povos oriundos de outros países, especialmente da América Latina, em situação precária.
Para o ex-ministro José Gregori, “os problemas dos imigrantes são os problemas dos direitos humanos”. Para o ano que vem, a idéia é fazer uma grande manifestação, provavelmente no Vale do Anhangabaú.

Da Redacao