Rio – Está marcada para esta terça-feira (22/01), às 12h, na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua São José, centro do Rio, a manifestação “Justiça por Jonas” para marcar a passagem de um ano e um mês da morte do jornaleiro negro Jonas Eduardo Souza Santos. Jonas foi executado com um tiro no peito pelo segurança, Natalício Marins, quando tentava entrar na agência do Banco Itaú, onde era cliente, há 10 anos, no dia 22 de dezembro de 2006, às vésperas do Natal. Antes do crime, foi submetido ao constrangimento de uma revista comandada pelo assassino na porta giratória. A manifestação, que deverá reunir lideranças do movimento negro e defensores dos direitos humanos, acontece em frente a Agência onde ocorreu o assassinato.
Marins está livre porque no dia 18 de junho do ano passado foi levado a júri popular e absolvido por quatro votos a três pelo Conselho de Sentença. Os jurados aceitaram a tese da legítima defesa. Posteriormente, o julgamento foi anulado a pedido do promotor do caso, Paulo Rangel, porém, os advogados da Protege – empresa onde o segurança trabalhava – recorreu ao Superior Tribunal de Justiça. Marins, que teve a prisão decretada juntamente com a anulação do julgamento, aproveitou a manobra jurídica para fugir.
O ato também deverá contar com a presença da família do jornaleiro que, no dia 22 de dezembro passado, lembrou sua morte, com uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Luz, no Alto da Boa Vista, que reuniu parentes e amigos. “Continuaremos a exigir Justiça até que a Justiça se faça”, disse Magna Souza, irmã de Jonas.

Da Redacao