Rio – A Associação Brasileira de Imprensa, o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro (COMDEDINE-Rio), a Edições Condão e a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil – Leste 1, realizarão no próximo dia 16 de março o ato “Delanne, um ano de tortura social”, para marcar a passagem de um ano desde o desaparecido do educador negro Roberto Delanne.
O protesto está marcado para às 19 h, na Sala Belisário de Souza, na sede da ABI, Rua Araújo Porto Alegre, 71, 7º andar – Centro. Durante o ato, haverá a apresentação de números musicais com o Coral Iyun Ase Orion, sob a regência do professor Claudecir Francisco e o músico Luiz Sacopã, do Quilombo Sacopã.
Roberto Delanne morava em Santa Lúcia , Imbariê – 3º distrito de Duque de Caxias, na Rua Niterói, onde foi visto pela última vez. Segundo informações dos organizadores do ato, Delanne escrevia um livro, ainda sem título, sobre suas experiências na alfabetização de jovens marginalizados, que tinha como base métodos implementados pelos educadores Tia Ciata e Paulo Freire e trabalhava em um projeto educacional que pretendia implementar naquela comunidade.
Na noite do seu desaparecimento, foram roubados computador, impressora, aparelho de telefax e todos os originais do livro.
Segundo informações da própria Polícia, o educador teria sido morto porque na ocasião do desaparecimento estava acompanhado de uma pessoa que devia para o tráfico. Seu corpo teria sido incinerado, a exemplo do que ocorreu com o jornalista Tim Lopes, da Rede Globo.
Entidades que se organizaram para exigir esclarecimentos das autoridades sobre as circunstâncias da morte do educador, entre as quais, o Espaço Lélia Gonzalez tentam uma audiência com o governador Sérgio Cabral, para exigir uma posição oficial do Estado.

Da Redacao