S. Paulo – O ato que lançou o Movimento Nacional pelo Respeito e Valorização da Diversidade, reuniu não apenas lideranças e representantes dos segmentos historicamente discriminados em virtude da raça, credo ou etnia. Também estiveram presentes lideranças que sofrem perseguição em virtude da orientação sexual, que usaram a palavra para saudar a diversidade e defender a paz.
A advogada Fátima Baião, do Gapa – Grupo de Apoio à Prevenção à Aids de S. Paulo – falou da importância do combate a todo o tipo de discriminação e citou o professor Kabengele Munanga, para quem o combate ao racismo precisa sair dos discursos e ir para prática.
A presidente do Conselho da Comunidade Negra, Elisa Lucas Rodrigues, e o ex-presidente Antonio Carlos Arruda manifestaram apoio ao Movimento, dizendo que é fundamental que os grupos que sofrem discriminação se unam e que contem com o apoio da sociedade civil. Também compareceu Paulo Illes, da Pastoral do Migrante, o cartunista Maurício Pestana, que doou o cartaz com o logo do Movimento, Milton Barbosa, do Movimento Negro Unificado e Sônia Leite, da Secretaria de Combate ao Racismo do PT.
O professor Eduardo de Oliveira, do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB), disse que o Movimento pela Diversidade é um espaço de união de todos os segmentos discriminados e da sociedade civil que luta pela igualdade e contra o racismo.
Os estudantes Jhonata Reis da Silva e Regina Célia Franca, alunos da Educação de Jovens e Adultos do CEU EMEF São Rafael, liderados pela professora Sibéria Cristina Costa Molla compareceu ao ato para entregar um abaixo assinado com cerca de 400 assinaturas, hipotecando apoio a Afropress.
“Nós, membros da equipe técnica, professores, alunos e funcionários da CEU EMEF São Rafael, vimos manifestar o nosso repúdio às diversas interferências eletrônicas visando o comprometimento dos textos e ameaças aos membros e simpatizantes da Afropress – Agência Afroétnica de Noticias, como também apresentar a nossa solidariedade aos responsáveis e simpatizantes da referida Agência, enquanto espaço vital na construção de uma sociedade livre de qualquer tipo de preconceito”, diz o texto.
No abaixo assinado os estudantes exigem das autoridades competentes, um posicionamento firme e decisivo contra ações racistas e provocativas, com “a punição dos responsáveis pelos atos de intolerância, violência e preconceito”.
O presidente da Conad – Comissão do Negro e Assuntos Anti-Discriminatórios Marco Antonio Zito Alvarenga – afirmou que o próximo passo será uma reunião de avaliação do grupo que organizou o ato na primeira semana de março, após o carnaval, e, em seguida, uma reunião, mais ampla com a participação de todas as entidades e organizações interessadas em assumir o Movimento.

Da Redacao