Rio – Sem a presença da candidata, o ato político promovido no Rio, por uma autodenominada Comissão Nacional Supratidária para o Brasil Seguir Promovendo a Igualdade Racial, em favor da candidata Dilma Rousseff, na Faculdade Cândido Mendes, acabou se transformando em celebração à campanha, promovida por artistas, intelectuais e lideranças do movimento negro do PT e do PC do B.
Na ausência de Dilma, coube ao seu vice, o deputado Michel Temer, do PMDB, representá-la e receber um documento com reivindicações entregue pelo cantor Martinho da Vila, além de uma miniatura do monumento a João Cândido, líder da Revolta da Chibata, entregue pelo deputado federal e ex-ministro da SEPPIR, Edson Santos (foto).
O conteúdo do documento não foi divulgado, como também não mereceu registro no site da campanha, porém, o que se sabe é que não tem o tom de “exigência de mais ações do governo em políticas voltadas para melhoria das comunidades negras do Brasil”, conforme foi anunciado na convocação.
Apesar da quase total ausência do tema da igualdade na agenda da campanha, os organizadores do ato – entre os quais o próprio ex-ministro da SEPPIR -, lembraram o registro feito por Dilma durante a campanha, quando celebrou a entrada em vigor do Estatuto da Igualdade Racial, no último dia 20 de outubro.
“Quero comemorar a entrada em vigor do Estatuto da Igualdade Racial, uma grande conquista não só dos movimentos negros, mas de toda população, mais um avanço para o Brasil, belo e mestiço”, comemorou. Dilma também lembrou que no Brasil dos últimos anos não há lugar para o ódio, o que prevalece são novas conquistas”, afirmou a candidata, ressaltando que “o Estatuto representa uma vitória de lutas contra as desigualdades”. “A vitória de um Brasil que estamos
construindo juntos,” concluiu.
Entre os presentes ao ato estiveram a cantora Leci Brandão, eleita deputada estadual pelo PC do B, de S. Paulo, Netinho de Paula, candidato derrotado ao Senado, Flávio Jorge da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN), ligada ao PT, e Edson França, coordenador geral da UNEGRO (União de Negros pela Igualdade), entidade ligada ao PC do B, além do Frei David Raimundo dos Santos, coordenador da Rede Educafro de S. Paulo.

Da Redacao