Brasília – A ausência do Presidente Luis Inácio Lula da Silva, na abertura da II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, frustrou a expectativa de setores do Movimento Negro para quem a presença do Presidente seria um gesto importante em um momento em que as políticas de cotas e ações afirmativas para negros e indígenas estão sendo ferrenhamente combatidas no Congresso e pela grande mídia.
A frustração foi ainda maior porque a informação transmitida pelo ministro Edson Santos, ao ler a carta do Presidente no discurso de abertura (a de que Lula fora acometido de uma indisposição), não foi noticiada por nenhum veículo de informação do país.
Durante toda a quinta-feira – dia em que Lula teria passado mal – a programação da NBR – emissora oficial do Governo – divulgava a Agenda Presidencial, que não previa sua presença na abertura, anunciada oficialmente pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
Tarso falta
Nesta sexta-feira (26/06), foi a vez de mais uma ausência notada: a do ministro da Justiça, Tarso Genro, que deveria participar do Painel “A justiça e a segurança para as populações em situação de vulnerabilidade social – As políticas para a juventude e a prevenção e redução da violência”.
A ausência de Genro fez com que o moderador João Jorge, presidente do Olodum, dissesse ser impróprio falar-se de um Ministro da Justiça, já que faltava justiça no Brasil.
Pela manhã, um dos dirigentes do Coletivo de Entidades Negras, Márcio Alexandre Gualberto, disse que Lula poderia, ao menos passar no Centro de Convenções Ulisses Guimarães para uma saudação aos delegados.
O ministro Edson Santos, da Seppir, minimizou o fato e, provocado por Afropress sobre se Lula não “daria uma passadinha” até a hora do encerramento da II Conferência, não desmentiu essa possibilidade. “Eu acho que sim. Devo fazer contato com o Presidente e havendo possibilidade de agenda, acho que sim”, afirmou.

Da Redacao