Brasília – O Técnico em Gestão Educacional e Mestre em Ensino Religioso e Religiões de Matriz Africana pela Universidade de Brasília (UnB), Antonio Gomes da Costa Neto, disse que prefere aguardar a publicação do resultado do reexame do Parecer no Diário Oficial (DOU), para depois decidir se recorrerá da decisão. Neto, que é branco, é também licenciado em Letras e Língua Portuguesa.
“Eu ainda tenho uma certa dúvida porque não conheço o restante do voto. Em momento algum ela [a relatora] explica quais os fundamentos para o pedido de reexame. O reexame é pedido pelo ministro, quais foram os fundamentos? Se for no sentido de que podem ser adquiridos livros sem constar a Nota Explicativa, praticamente estará esvaziado todo o Parecer. O Parecer justamente definia que os livros adquiridos pelo FNDE deveriam vir acompanhados de Nota Explicativa. A recomendação era de que não fossem adquiridos os que contivessem expressões racistas e se as contivessem se exigisse Nota Explicativa”, afirmou.
Ele acrescentou que só após a publicação decidirá se recorrerá ao Pleno do Conselho no prazo de 30 dias, ou se deixará que seja homologado pelo ministro e recorrerá à própria Presidente da República, Dilma Rousseff. Segundo Gomes Neto, a ministra chefe da SEPPIR, socióloga Luíza Bairros também deverá recorrer da decisão porque é parte do processo, uma vez que foi a Secretaria, por meio da Ouvidoria que o provocou.
“É muito preocupante essa situação que assistimos no Brasil, porque embora o racismo seja considerado inafiançável e imprescritível, aqui não se pune, nem se educa. Agente não consegue ver nem uma coisa nem outra. Na hora de punir vemos a descaracterização porque racismo é um crime muito grave. Quando você tem de educar, vemos que se busca amenizar. Não se chega nunca a conclusão nenhuma”, finalizou.

Da Redacao