A escritora indígena Eliane Potiguara – uma índia da nação Potyguara, na Paraíba, que prefere ser chamada apenas de brasileira, inclusive sem dar destaque ao Estado onde nasceu – é a nova colunista da AFROPRESS. Eliane, que foi delegada na Conferência de Durban, promovida pela ONU em 2.001 contra o Racismo e a Xenofobia escreverá sobre a questão indígena.

A escritora está lançando o seu terceiro livro, o romance "Metade Cara, Metade Máscara", em que fala da migração dos povos indígenas e outras situações do movimento indígena nacional e internacional. Eliane é professora formada em letras (Português e Literatura) licenciada em Educação e especialista em Direito Indígena.

O objetivo do romance, segundo a autora, é ressaltar os princípios éticos indígenas, um modelo de respeito ao ser humano que na sua visão deveria ser seguido pela maioria da sociedade, principalmente a dominante."Durante séculos os povos indígenas vêm sofrendo todo tipo de violência, muita coisa que sequer chega a ser noticiada, mas hoje nós já vemos por parte do próprio governo um reconhecimento maior ao que um índio representa, uma espécie de dívida que aos poucos começa a ser resgatada", diz ela, ao ressaltar as conquistas de muitos nomes indígenas nos cargos públicos como a legislatura municipal, como ocorreu no pleito de 3 de outubro em vários Estados, principalmente nos da região Nordeste", afirmou.

Em 1994 Eliane lançou o livro "Akajutibiró, Terra do Índio Potiguara", uma espécie de cartilha de apoio à alfabetização para adultos E crianças apoiada pela Unesco. Aos 54 anos, a escritora é hoje uma das conselheiras do Instituto Indígena de Propriedade Intelectual e membro da Rede de Escritoras Brasileiras.

Da Redacao