São Paulo – “Depois do episódio do Grafite, do São Paulo, que denunciou um argentino por racismo minha vida virou um inferno. Jogava no Boca Juniors e pedi para sair, porque até meus companheiros passaram a me xingar”. A afirmação é de Baiano, lateral-direito do Palmeiras, ao falar sobre as dificuldades que enfrentou na Argentina.
Baiano foi expulso da partida em que o Corinthians derrotou seu time – o Palmeiras, por 3 a 1 pelo Campeonato Brasileiro, por ter chutado intencionalmente uma bola contra o argentino Carlos Tevez, jogador do Corinthians.
“Contra o Corinthians, a primeira coisa que o Tevez me disse foi que eu era um cagão. Tive um desequilíbrio e fiz um desabafo emocional com aquele ato”, justificou. Por conta da expulsão, Baiano foi punido pela Justiça Desportiva com a suspensão por dois jogos.
Esta semana, o jogador Grafite anunciou que desistirá do processo contra o jogador Desábato, do Quilmes, que em abril, numa partida pela Taça Libertadores, acabou preso por 36 horas numa delegacia da Capital, acusado de prática racista.
O episódio fez crescer as hostilidades racistas de torcedores argentinos contra jogadores brasileiros, que provocou a saída de Baiano do Boca.

Da Redacao