Brasília – José Galvão Mesquita, conhecido como Bolla, ex-assessor especial da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) faleceu na manhã desta quinta-feira (27/03), no Hospital Santa Luzia, em Brasília.

Bolla tinha hepatite e estava com as plaquetas sanguíneas debilitadas. Na noite desta quarta-feira sofreu uma hemorragia generalizada e não resistiu. Atualmente ele ocupava a função especial da Secretaria de Articulação Institucional da Presidência da República.

Seu corpo estará sendo velado em Brasília, até amanhã às 10h30, no Cemitério Campo da Boa Esperança, Capela Templo I (916 Sul, em frente ao setor Hospitalar Sul), mas os amigos e a família se mobilizam para providenciar o enterro em S. Paulo, em local, data e horário ainda não definidos.

Ainda nesta sexta o corpo seguirá para S. Paulo, onde será velado na Câmara Municipal (Viaduto Jacareí, 100 – 1º andar, anexo ao lado do Plenário) das 12h às 08 horas do dia 29, sábado. O sepultamento ocorrerá no próprio sábado, às 9h, no Cemitério do Carmo, em S. Paulo (Rua Professor Hasegawa).

Quem foi

Bolla integrou como tesoureiro da diretoria da Associação Soweto, que reuniu lideranças como Flávio Jorge Rodrigues, Flavinho, e a ex-ministra, atual secretária–adjunta da Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial de S. Paulo (SMPIR), Matilde Ribeiro. Posteriormente foi para Brasília onde passou a ser assessor especial da SEPPIR na gestões de Matilde, Edson Santos e Elói Ferreira.

A última atividade de Bolla com vida foi participar do acampamento em três tendas montadas na beira que dá acesso ao Complexo da Papuda, onde cumprem pena os membros da ex-direção do PT, entre os quais o ex-presidente José Genoíno, e o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, a quem bola era ligado politicamente. Graças a Dirceu, se tornou um dos membros indicados pela SEPPIR para a Equipe de Transição que preparou a posse da atual presidente Dilma Rousseff.

Bola também teria exercido a função de segurança e de motorista do ex-ministro e chegou a SEPPIR logo após a queda de Dirceu da Casa Civil, no escândalo do mensalão. Na gestão do ex-ministro e atual deputado federal pelo Rio, Edson Santos, também ligado a Dirceu, ele passou a ser presença constante nos bastidores de todos os eventos e reuniões das quais o ministro tomava parte. Posteriormente seria promovido, já na gestão do sucessor de Santos – o ex-ministro Elói Ferreira – ao cargo de gerente de projetos ocupando o cargo de DAS – Direção e Assessoramento Superior.

Da Redacao