O preconceito é um mal que nos ronda silenciosamente, é algo vago, sem fundamentos e que pode trazer sérias conseqüências à vida das pessoas. Ele está presente ainda hoje em tantos lugares. Desde a nossa própria casa, a escola em que estudamos, nosso ambiente de trabalho até a fila do banco que freqüentamos ou a loja em que costumamos fazer compras, sem contar ainda a mente das pessoas ainda não esclarecidas.
Não é raro ouvirmos que “preconceito por definição significa pré-conceito, uma opinião prévia sem os devidos fundamentos”, mas gostaria de apresentar uma outra palavra – discriminação, que por definição significa:segregação, separação e distinção. Partindo deste ponto fica fácil perceber que quando alguém sofre discriminação, ele está sendo separado e distinguido dos demais, ele está sendo colocado à margem da sociedade, fato que vai contra nossa legislação, que afirma que todo cidadão é igual perante a lei, e visto que a lei impera sobre um povo, acrescento eu, igual perante a sociedade civil também! Pelo menos é como deveria ser.
O crescimento de grupos que defendem a igualdade social e racial têm crescido muito nos últimos anos e têm se tornado um importante canal de mudanças para o país. Com eles cresceram também as manifestações públicas de necessidade de igualdade (principalmente racial). Assim como também cresceu a atenção do Poder Público, que passa a ter a obrigação de intervir de maneira mais séria nestas questões. Prova disso são as recentes emendas constitucionais. Algumas elevam a discriminação social, racial e sexual à crime, sendo assim passível de pena de reclusão em regime fechado.
Nos últimos dias aconteceram várias comemorações em vista do DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA. Uma das manifestações importantes que aconteceram na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, foi a PARADA NEGRA, que mobilizou mais de 20 MIL participantes, entre eles líderes de movimentos sociais e órgãos ligados à juventude.
Brancos, negros, índios, mulatos, cafuzos, mamelucos, altos, baixos, mulheres ou homens somos todos iguais, pertencemos à uma única raça: a raça brasileira!

Érica Xavier