Brasília – Estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA)aponta que a diferença salarial entre brancos e negros é menor entre os jovens do que em outras faixas etárias.
O motivo, segundo o estudo feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, é que mudanças culturais estariam provocando a diminuição da discriminação racial no mercado para os mais jovens.
que, mudanças culturais estariam provocando a discriminação racial no mercado para os mais jovens.
Trabalhadores brancos com 35 anos de idade ganham 60% a mais que os negros, de acordo com o Estudo. Aos 50 anos, a distância sobe para 90%. Os trabalhadores brancos com mais de 60 anos, ganham, em média mais que o dobro do que ganham os trabalhadores negros. O período analisado pelo Ipea no estudo vai de 1987 a 2002.
À distância, porém, vem caindo no momento do ingresso no mercado de trabalho: os brancos nascidos em 1.969 ganhavam 60% a mais que os negros ao atingir 35 anos; a geração de 1.963 ao atingir 35 anos, a diferença era de 80% e chegava a 90% no caso dos brancos e negros da geração de 1.950 tinham 35 anos.
O estudo levanta a hipótese de que teria diminuído a incerteza dos empregadores sobre a produtividade dos negros mais jovens na hora da contratação.
Eles atribuem essa mudança a transmissão de informações sobre o bom desempenho dos negros nos últimos anos. Com o decorrer da vida ativa do trabalhador, a distância no salário pago a brancos e negros aumenta, porque o nível de escolaridade passa a fazer diferença.
O IPEA também aponta outros dados interessantes que demonstram os efeitos perversos do racismo: em 1987, os trabalhadores brancos recebiam 78% a mais que os negros. Em 2002, essa diferença registrou uma leve alta, atingindo 81%.
Dados do IBGE demonstram que 36,4% dos negros têm quatro a sete anos de estudo, contra 28,1% dos brancos, enquanto 42,9% dos brancos têm mais de 11 anos de estudo, contra 24,9% dos negros. A consequência é que mais de 40% dos brancos ganham acima de três mínimos e só 17% dos negros
Atingem esse nível de escolaridade. Cerca de 64% dos negros ganham menos de dois salários mínimos.
O estudo do IPEA também aponta entre as prováveis causas para a queda do preconceito contra os negros jovens a estabilidade econômica. Segundo técnicos do órgão, períodos
de inflação alta provocam indexação dos salários, enquanto que em períodos de preços estáveis os salários mais flexíveis e é menor a preocupação do empregador com a produtividade.

Da Redacao