Brasília – A direção da Caixa Econômica Federal suspendeu a propaganda comemorativa aos 150 anos do banco, e o seu presidente Jorge Hereda, pediu desculpas a toda a população e, em especial, “aos movimentos ligados às causas raciais por não ter caracterizado o escirtor, que era afro-brasileiro, com a sua origem racial”.
Machado – o maior escritor brasileiro e fundador da Academia Brasileira de Letras – era filho de um operário pintor de paredes mestiço de negro e português, (Francisco José de Assis), e de uma lavadeira (Maria Leopoldina da Câmara Machado), da Ilha de Açores, em Portugal.
A mudança de cor do escritor, representado na peça publicitária por um ator branco, provocou a indignação e a revolta de lideranças e entidades negras, o que fez com que o banco recuasse.
Na Nota pública, Hereda faz a mea-culpa. “A CAIXA reafirma que, nos seus 150 anos de existência, sempre buscou retratar, em suas peças publicitárias, toda a diversidade racial que caracteriza o nosso país. Esta política pode ser reconhecida em muitas das ações de comunicação, algumas realizadas em parceria e com o apoio dos movimentos sociais e da Secretaria de Política e Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) do Governo Federal.
A CAIXA nasceu com a missão de ser o banco de todos, e jamais fez distinção entre pobres, ricos, brancos, negros, índios, homens, mulheres, jovens, idosos ou qualquer outra diferença social ou racial”, conclui a Nota.
Veja a peça publicitária suspensa pela Caixa.

Da Redacao